07.05.06

uma dúvida que m’atormenta

Publicado em causas às 12:12 por catarinia

Afinal como é que se diz? São “armas de destruição maciça” ou “armas de destruição massiva“?

É que não há jornal nem telejornal nenhum em que não apareça a forma maciça (ou qualquer uma das diferentes variações que já inventaram; desde maçiça – com as duas cedilhas e tudo, ah pois! – a massiça, é só escolher…).

Mas a aceitar esta forma – mesmo que maciça, a ortograficamente correcta – teríamos que assumir que seria uma destruição sólida, compacta, “não oca”. E “oco” é apenas o menor dos adjectivos que me ocorrem quando penso nos motivos pelos quais existem armas de destruição massiva – as tais que provocam uma destruição indiscriminada. Em massa, portanto.

6 Comentários »

  1. AcesHigh disse,

    tá aqui uma casinha bem arrumada sim senhora… ;)

    um beijo*

  2. João Silva disse,

    Se fossem “armas de destruição maciça”, por oposição teriamos as “armas de destruição ocas”.
    Quando se fala deste tipo de armas, pretende-se referir armas com alto poder destrutivo, ie, armas de destruição em massa.
    Assim, a expressão correcta é “armas de destruição massiva”!

  3. Asulado disse,

    Essa dúvida já é um bocado antiga, pá!
    A dúvida da moda (pelo menos no início do Mundial) era se se deveria escrever Trinidad e Tobago ou Trindade e Tobago. Achei piada àqueles que optaram por Trinidade e Tobago, como quem diz «desisto, risquem o que não interessa».

  4. queirosene disse,

    E porque armas de “destruição”?! porque não armas de “Instrução” Massiva/maciça ?
    No fundo, está-se a instruir uma série de gente ao mesmo tempo. Aprendem logo a lição. Não??

  5. Roma disse,

    Ora aí está. Massiva quer dizer duas coisas: são armas que custam muita massa, e são armas ricas em hidratos de carbono, nomeada e mormente Urânio, na maioria dos casos.
    Maciça, Massissa, Massiça, Massiça ou o diabo a quarto, perguntem à Edite Estrela, significa que são duras como a potassa. Ou seja, aquela merda onde quer que caia deixa uma cratera maior que a do Iúcatan, se realmente existir.
    Concordaria com o Queirosene, mas como escrevi no comment anterior, os Japoneses também não aprenderam a lição com Hiroshima e Nagasaki pois não? E ainda invetaram os atentados no metro com gás Sarin e essa traquitana toda não foi?
    Massiva, ou Maciça, quando eu me descalço chamo-lhe Holocausto isso sim. O fenómeno extintivo mais próximo da fronteira K-T!

  6. catarinia disse,

    Ena pá! Tantos comentários… Já não pode uma mocinha perder-se num “vou ali e já venho”, que dá nisto!

    AcesHigh, tá arrumadinha, clarinha, e eu até já gosto! :)

    Pois,João Silva, isso eu já sabia. A minha dúvida é porque é que, depois de tanto tempo e de tantas pessoas já terem tentado esclarecer isso mesmo, os senhores das notícias insistem em escrever mal?!

    É porque a dúvida, apesar de antiga e fora de moda, é persistente… Né Asulado? Nessa tua questão (que me passou completamente ao lado, confesso!) a dúvida deveria era estar entre Trinidad y Tobago – a versão original e Trindade e Tobago – a versão portuguesa. E se dizemos Londres e não London, porque haveríamos de dizer Trinidad y Tobago?

    Instrução, queirosene? E porque não? De certeza que depois de rebentarem com elas todas, na hipótese remota de ainda sobrarem pessoas, nunca lhes passaria pela cabeça repetir a brincadeira. Digo eu, sei lá…

    Ó Roma, tu por favor… Se estás a pensar descalçar-te, que seja bem longe aqui do berloque!


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