07.05.06
uma dúvida que m’atormenta
Afinal como é que se diz? São “armas de destruição maciça” ou “armas de destruição massiva“?
É que não há jornal nem telejornal nenhum em que não apareça a forma maciça (ou qualquer uma das diferentes variações que já inventaram; desde maçiça – com as duas cedilhas e tudo, ah pois! – a massiça, é só escolher…).
Mas a aceitar esta forma – mesmo que maciça, a ortograficamente correcta – teríamos que assumir que seria uma destruição sólida, compacta, “não oca”. E “oco” é apenas o menor dos adjectivos que me ocorrem quando penso nos motivos pelos quais existem armas de destruição massiva – as tais que provocam uma destruição indiscriminada. Em massa, portanto.












AcesHigh disse,
6 Julho, 2006 às 05:50
tá aqui uma casinha bem arrumada sim senhora…
um beijo*
João Silva disse,
6 Julho, 2006 às 10:23
Se fossem “armas de destruição maciça”, por oposição teriamos as “armas de destruição ocas”.
Quando se fala deste tipo de armas, pretende-se referir armas com alto poder destrutivo, ie, armas de destruição em massa.
Assim, a expressão correcta é “armas de destruição massiva”!
Asulado disse,
6 Julho, 2006 às 19:18
Essa dúvida já é um bocado antiga, pá!
A dúvida da moda (pelo menos no início do Mundial) era se se deveria escrever Trinidad e Tobago ou Trindade e Tobago. Achei piada àqueles que optaram por Trinidade e Tobago, como quem diz «desisto, risquem o que não interessa».
queirosene disse,
7 Julho, 2006 às 14:32
E porque armas de “destruição”?! porque não armas de “Instrução” Massiva/maciça ?
No fundo, está-se a instruir uma série de gente ao mesmo tempo. Aprendem logo a lição. Não??
Roma disse,
10 Julho, 2006 às 14:04
Ora aí está. Massiva quer dizer duas coisas: são armas que custam muita massa, e são armas ricas em hidratos de carbono, nomeada e mormente Urânio, na maioria dos casos.
Maciça, Massissa, Massiça, Massiça ou o diabo a quarto, perguntem à Edite Estrela, significa que são duras como a potassa. Ou seja, aquela merda onde quer que caia deixa uma cratera maior que a do Iúcatan, se realmente existir.
Concordaria com o Queirosene, mas como escrevi no comment anterior, os Japoneses também não aprenderam a lição com Hiroshima e Nagasaki pois não? E ainda invetaram os atentados no metro com gás Sarin e essa traquitana toda não foi?
Massiva, ou Maciça, quando eu me descalço chamo-lhe Holocausto isso sim. O fenómeno extintivo mais próximo da fronteira K-T!
catarinia disse,
10 Julho, 2006 às 22:09
Ena pá! Tantos comentários… Já não pode uma mocinha perder-se num “vou ali e já venho”, que dá nisto!
AcesHigh, tá arrumadinha, clarinha, e eu até já gosto!
Pois,João Silva, isso eu já sabia. A minha dúvida é porque é que, depois de tanto tempo e de tantas pessoas já terem tentado esclarecer isso mesmo, os senhores das notícias insistem em escrever mal?!
É porque a dúvida, apesar de antiga e fora de moda, é persistente… Né Asulado? Nessa tua questão (que me passou completamente ao lado, confesso!) a dúvida deveria era estar entre Trinidad y Tobago – a versão original e Trindade e Tobago – a versão portuguesa. E se dizemos Londres e não London, porque haveríamos de dizer Trinidad y Tobago?
Instrução, queirosene? E porque não? De certeza que depois de rebentarem com elas todas, na hipótese remota de ainda sobrarem pessoas, nunca lhes passaria pela cabeça repetir a brincadeira. Digo eu, sei lá…
Ó Roma, tu por favor… Se estás a pensar descalçar-te, que seja bem longe aqui do berloque!