08.04.06

ao som de…

Publicado em musicalidades às 20:02 por catarinia

Ali Farka Touré - Savane
Ali Farka Touré – Savane

Tenho a sensação de que, por muitos anos que viva, nunca vou conseguir ouvir e conhecer toda a música que gostaria. Aliás, não é uma sensação, é um facto e pronto.

A semana passada andei horas perdida na Fnac, a maior parte do tempo entre discos. A certa altura bati os olhos naquele ali de cima. Estava em escuta, e eu ouvi. A princípio aos bocadinhos, mas depois decidi que tinha de ouvir tudo. Depois decidi que tinha que poder ouvi-lo sempre que me apetecesse. E tem-me apetecido bastante… Porque é lindo! MA-RA-VI-LHO-SO!

Assim que tive tempo, fui pesquisar acerca deste senhor. Descobri, por exemplo, que Ali Farka Touré nasceu e viveu no Mali, que é considerado um dos maiores músicos africanos dos últimos tempos, e que morreu no passado dia 7 de Março. E descobri também o resto da sua discografia.

Eu sou pouco dada a classificações, rótulos e etiquetas. Dizem os entendidos que é uma fusão entre os ritmos tradicionais do Mali, de influência árabe, e o soul americano dos grandes mestres. Pode até ser. Mas para mim há essencialmente dois tipos de música: a que gosto e a que não gosto. E desta gosto muito!

O que é que eu tenho andado a ouvir, para só descobrir este senhor agora?

12 Comentários »

  1. queirosene disse,

    O Ali é o maior. Onde é que tens andado catarinia?! O senhor já morreu e tudo (acho que no inicio deste ano). Mas sim, é muito muito bom. Música a não a perder: “Ai Du” do álbum “Talking Timbuktu” (esta música também faz parte da Banda sonora d’ “A residência espanhola”). É a musiquinha ideal para se sentar a olhar pela janela e descontrair..
    Ali Farka Toure, onde quere que estejas, um grande bem-haja para ti pá!!

  2. catarinia disse,

    E tu, onde tens andado tu?
    Tenho saudades! :)

  3. Yggdrasil disse,

    Olá, podem consultar um artigo especial de homenagem ao Ali Farka Touré na publicação “W” dedicada ás músicas do mundo. aqui vai o link para o pdf:

    http://www.cronicasdaterra.com/W_1_7abril.pdf

  4. Descobri este senhor também por acaso, assim na Net, e também fiquei fascinada. Foi através do álbum que o queirosene fala. Quando quis vê-lo ao vivo já era tarde, ele tinha vindo há pouco tempo a Monsanto, de graça, e pouco depois faleceu – um ano, ou coisa assim.
    É daquelas músicas que não tem mesmo fronteira, excelente fusão de influências.
    Nunca é tarde para se ouvir música boa, talvez até aconteça no momento mais propício e ela esteja à nossa espera para nos bater assim com força :D
    E não são precisos entendidos na matéria, tens toda a razão, o que interessa é aquilo que a música provoca em nós. De resto, se é do Mali com fusões ou sem elas, não importa :) )
    Espero que continues a descobrir coisas maravilhosas :D

  5. catarinia disse,

    Obrigada, Yggdrasil.
    Já estive a dar uma vista de olhos, pela revista e pelo site. Muito interessante, sim senhores!

    Claro que nunca é tarde, Cátia!
    Mas lá está, se o tivesse descoberto mais cedo, teria tido a oportunidade de o ouvir ao vivo. Oportunidade que agora não se repetirá…
    Mas gostei da tua abordagem: estava lá à minha espera, para me bater assim com força! :)
    E sim, à descoberta! Sempre!

  6. queirosene disse,

    tenho andado a trabalhar em média 13 horas por dia…ando a morrer. também tenho saudades! Em Outubro volto para “Marrocos”.

  7. yggdrasil disse,

    Obrigado pelos elogios, Catarinia.

    Quirosene, se vais a Marrocos e gostas de música marroquina – gnawa – urge conhecer Majid Bekkas. Vi-o a semana passada na Moura Encantada. Não estavam mais de 20 ou 30 pessoas a prestar atenção ao concerto o que foi uma pena. É bem capaz de ser o Ali farka Touré de Marrocos. Também toca os seus blues, música de transe, hipnótica em arranjos jazz com muita alma.

    deixo-vos um link para a biografia do homem:

    http://www.orientaljazz.com/Majid%20Bekkas-E.htm

  8. queirosene disse,

    obrigado pelo conselho, vou tentar sacar qualquer coisa de Majid Bekkas. Mas quanto a ir para “Marrocos”, infelizmente, só me estava a referir à cidade de Faro. :-)

  9. mariadarosa disse,

    nunca é tarde para encontrar
    ali farka deu um concerto memoravel e eu estava lá
    paz á sua alma

  10. catarinia disse,

    Oh… A inveja, a inveja…
    Eheheheh ;)

  11. Roma disse,

    Pois. Por acaso num sabia que o senhor tinha morrido mas conheço algumas músicas dele. Mas não façam disso um grande drama, afinal também descobri os Doors e o Elvis depois de eles baterem a bota, já para não falar do Mozart, do Rossini, do Orff e por aí adiante. Assim que comecei a curtir Queen descobri que o Mercury era rabeta e tinha os dias contados, literalmente… o que interessa é o legado que eles cá deixam, seja em papel amarelecido, K7’s ou mp3… bejinhos

  12. catarinia disse,

    AAAAHAHAHAHA!!! Oh Roma, tu és inigualável!
    Não tenho bem a certeza que seja só mesmo isso que interessa, mas pronto, leva lá a bicicleta.
    Beijinho! :)


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