08.04.06
ao som de…
Tenho a sensação de que, por muitos anos que viva, nunca vou conseguir ouvir e conhecer toda a música que gostaria. Aliás, não é uma sensação, é um facto e pronto.
A semana passada andei horas perdida na Fnac, a maior parte do tempo entre discos. A certa altura bati os olhos naquele ali de cima. Estava em escuta, e eu ouvi. A princípio aos bocadinhos, mas depois decidi que tinha de ouvir tudo. Depois decidi que tinha que poder ouvi-lo sempre que me apetecesse. E tem-me apetecido bastante… Porque é lindo! MA-RA-VI-LHO-SO!
Assim que tive tempo, fui pesquisar acerca deste senhor. Descobri, por exemplo, que Ali Farka Touré nasceu e viveu no Mali, que é considerado um dos maiores músicos africanos dos últimos tempos, e que morreu no passado dia 7 de Março. E descobri também o resto da sua discografia.
Eu sou pouco dada a classificações, rótulos e etiquetas. Dizem os entendidos que é uma fusão entre os ritmos tradicionais do Mali, de influência árabe, e o soul americano dos grandes mestres. Pode até ser. Mas para mim há essencialmente dois tipos de música: a que gosto e a que não gosto. E desta gosto muito!
O que é que eu tenho andado a ouvir, para só descobrir este senhor agora?













queirosene disse,
4 Agosto, 2006 às 21:36
O Ali é o maior. Onde é que tens andado catarinia?! O senhor já morreu e tudo (acho que no inicio deste ano). Mas sim, é muito muito bom. Música a não a perder: “Ai Du” do álbum “Talking Timbuktu” (esta música também faz parte da Banda sonora d’ “A residência espanhola”). É a musiquinha ideal para se sentar a olhar pela janela e descontrair..
Ali Farka Toure, onde quere que estejas, um grande bem-haja para ti pá!!
catarinia disse,
6 Agosto, 2006 às 22:46
E tu, onde tens andado tu?
Tenho saudades!
Yggdrasil disse,
6 Agosto, 2006 às 23:51
Olá, podem consultar um artigo especial de homenagem ao Ali Farka Touré na publicação “W” dedicada ás músicas do mundo. aqui vai o link para o pdf:
http://www.cronicasdaterra.com/W_1_7abril.pdf
Cátia aka Isobel disse,
7 Agosto, 2006 às 18:01
Descobri este senhor também por acaso, assim na Net, e também fiquei fascinada. Foi através do álbum que o queirosene fala. Quando quis vê-lo ao vivo já era tarde, ele tinha vindo há pouco tempo a Monsanto, de graça, e pouco depois faleceu – um ano, ou coisa assim.
)
É daquelas músicas que não tem mesmo fronteira, excelente fusão de influências.
Nunca é tarde para se ouvir música boa, talvez até aconteça no momento mais propício e ela esteja à nossa espera para nos bater assim com força
E não são precisos entendidos na matéria, tens toda a razão, o que interessa é aquilo que a música provoca em nós. De resto, se é do Mali com fusões ou sem elas, não importa
Espero que continues a descobrir coisas maravilhosas
catarinia disse,
7 Agosto, 2006 às 20:29
Obrigada, Yggdrasil.
Já estive a dar uma vista de olhos, pela revista e pelo site. Muito interessante, sim senhores!
Claro que nunca é tarde, Cátia!
Mas lá está, se o tivesse descoberto mais cedo, teria tido a oportunidade de o ouvir ao vivo. Oportunidade que agora não se repetirá…
Mas gostei da tua abordagem: estava lá à minha espera, para me bater assim com força!
E sim, à descoberta! Sempre!
queirosene disse,
7 Agosto, 2006 às 21:34
tenho andado a trabalhar em média 13 horas por dia…ando a morrer. também tenho saudades! Em Outubro volto para “Marrocos”.
yggdrasil disse,
8 Agosto, 2006 às 14:43
Obrigado pelos elogios, Catarinia.
Quirosene, se vais a Marrocos e gostas de música marroquina – gnawa – urge conhecer Majid Bekkas. Vi-o a semana passada na Moura Encantada. Não estavam mais de 20 ou 30 pessoas a prestar atenção ao concerto o que foi uma pena. É bem capaz de ser o Ali farka Touré de Marrocos. Também toca os seus blues, música de transe, hipnótica em arranjos jazz com muita alma.
deixo-vos um link para a biografia do homem:
http://www.orientaljazz.com/Majid%20Bekkas-E.htm
queirosene disse,
8 Agosto, 2006 às 20:47
obrigado pelo conselho, vou tentar sacar qualquer coisa de Majid Bekkas. Mas quanto a ir para “Marrocos”, infelizmente, só me estava a referir à cidade de Faro.
mariadarosa disse,
9 Agosto, 2006 às 19:15
nunca é tarde para encontrar
ali farka deu um concerto memoravel e eu estava lá
paz á sua alma
catarinia disse,
9 Agosto, 2006 às 23:54
Oh… A inveja, a inveja…
Eheheheh
Roma disse,
15 Agosto, 2006 às 22:39
Pois. Por acaso num sabia que o senhor tinha morrido mas conheço algumas músicas dele. Mas não façam disso um grande drama, afinal também descobri os Doors e o Elvis depois de eles baterem a bota, já para não falar do Mozart, do Rossini, do Orff e por aí adiante. Assim que comecei a curtir Queen descobri que o Mercury era rabeta e tinha os dias contados, literalmente… o que interessa é o legado que eles cá deixam, seja em papel amarelecido, K7’s ou mp3… bejinhos
catarinia disse,
16 Agosto, 2006 às 23:52
AAAAHAHAHAHA!!! Oh Roma, tu és inigualável!
Não tenho bem a certeza que seja só mesmo isso que interessa, mas pronto, leva lá a bicicleta.
Beijinho!