11.28.06
para ti, Mãe
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
Que é uma arma de dois gumes
Amor e ódio
Não posso adiar
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Não posso adiar para outro século a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa
«Viagem Através duma Nebulosa», 1960
Porque o passado foi lá atrás. E há dias felizes à tua espera.
11.25.06
o homem que plantava árvores
“Para que o carácter de um ser humano revele qualidades realmente excepcionais, é preciso ter a sorte de poder observar as suas acções ao longo de muitos anos. Se tais acções são desprovidas de todo o egoísmo, se o ideial que as dirige é de uma generosidade ímpar, se é absolutamente certo que não procuraram qualquer recompensa e se, além disso, deixaram marcas visíveis no mundo, estamos então, sem sombra de dúvida, perante um carácter inesquecível.”
Jean Giono
Hoje vi um filme lindo. Assim, sem estar à espera, numa formação de ecoturismo que estou a fazer.
É uma animação maravilhosa sobre a simplicidade, a persistência, a generosidade. E sobre como os actos de uma pessoa, ainda que isolados, podem fazer a diferença e mudar o mundo à sua volta.
Chama-se “O Homem Que Plantava Árvores” e é a história de um senhor muito peculiar, o pastor Elzéard Bouffier, contada por Jean Giono. A animação, lindíssima, é de Frédéric Back.
Não vou dizer mais, a não ser que vale muito a pena. É um conto pequenino, de seis páginas, que se pode ler na versão original, em francês; numa muito boa tradução para inglês; ou numa não tão boa tradução para português do Brasil. E sem culpas, já que o senhor resolveu doar os direitos de autor para que o conto fosse distribuido livremente.
Já o filme descobri-o no Google Video, aqui. Um pequenino bombom, já que merece ser visto com toda a qualidade possível.
11.23.06
por falar em coincidências…
Acabo de ouvir no telejornal (aaahhh…. há quanto tempo!) que está o país todo em alerta, que vem aí um temporal dos diabos de hoje até domingo, e tunga! Começa a chover a potes!
De hoje até domingo… Mas que afinidade é esta entre o mau tempo e o fim de semana?
o rigor científico!

Tubarão frade, Cetorhinus maximus (Imagem de Chris Gotschalk)
Ao que parece, um barquinho de palangre de Sesimbra apanhou, na terça-feira passada, um tubarão frade. Para eu – que nos últimos tempos não tenho visto televisão nem lido jornais, a não ser durante o tempo que leva a beber um café, e que recuperei a net ainda nem há uma semana – ter apanhado a notícia em dois sítios diferentes, é porque das duas uma: ou foi uma grande coincidência, ou então isto foi tratado como um assunto de importância nacional!
Primeiro ouvi a notícia na televisão, mas já a apanhei a meio e nem lhe dei muita atenção. Mas depois, ontem li-a… no Correio da Manhã! (Lá está, durante o cafézinho. E parece haver um acordo de exclusividade entre estes senhores e os cafés de Faro, que não só não dispensam o pasquim, como não compram mais jornal nenhum a não ser os desportivos… Mas adiante.)
Pois então diziam as senhoras – as duas senhoras que assinavam a notícia, sendo que a nenhuma ocorreu ir procurar informação rigorosa – que em Sesimbra tinha sido capturado um tubarão vegetariano. Isto na primeira página porque, não contentes com a asneira, no artigo propriamente dito ainda reforçavam a ideia, dizendo que o tubarão é inofensivo porque se alimenta exclusivamente de vegetais.
Bonito. Já estou mesmo a ver a próxima manchete: «Tubarão frade: o terror das hortas sub-aquáticas!»
11.18.06
bóink! bóink!

Esta maravilha da tecnologia repousa aqui ao meu lado! Tão bonitinha e a bombar a todo o vapor, que quase me faz esquecer da loooonga espera…
Acabou o período de info-exclusão! A tecnologia moderna chegou à praia! Voltei a estar ligada ao mundo! Yééééééééé!!!!
Em breve voltarei à produção aqui no Universo. Assim que der conta de mês e meio de mails em atraso…
Até já!













