31 Dezembro, 2004

yupiiiii!

Posted in blogosfera às 02:55 por catarinia

Estou de volta à Net rápida!

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27 Dezembro, 2004

finalmente, acabou!

Posted in desabafos às 03:50 por catarinia

O Natal a mim não me diz nada. Primeiro porque não vivo a religiosidade da época; depois porque o espírito que se apregoa e que era suposto existir nesta altura, desapareceu para dar lugar a um consumismo desenfreado e quase doentio; e ainda porque desde que me lembro, é uma altura em que cá em casa o mau ambiente se agrava e em que os meus pais fazem questão de se ferir um ao outro ainda mais um bocadinho, se é que tal é possível. De maneira que a conjugação de todos estes factores, fazem até com que tenha alimentado uma certa antipatia pela quadra natalícia.

Mas, este ano, não sei o que é que deu à minha Mãe. Talvez para tentar fugir um bocadinho ao tradicional ambiente de cortar à faca, resolveu juntar a família toda cá em casa. Vieram as primas, enfiámo-nos na cozinha na 5ª feira à tarde, e só saímos na 6ª depois do jantar, com umas horinhas de intervalo para um sono curtinho. Cheguei ao fim da noite derreadinha de todo e a odiar a cozinha e a comida, mas até que foi engraçado: a família reunida, uma amena cavaqueira, crianças em delírio com as prendas, e essas coisas que costumam acontecer nas famílias normais.

Se tivesse acabado por aqui, até que tinha sido um dos poucos natais agradáveis de que me lembro. Mas não! Com o exagero desmarcado e o desperdício da praxe, tínhamos comida suficiente para alimentar um batalhão em campanha. E foi exactamente o que aconteceu, deu-se início a uma maratona para comer tudo e não deixar sobrar nada, que prolongou o Natal até há bocadinho. Tal e qual um casamento cigano, o meu Natal durou três dias! Três dias no enfardanço. É que nem sequer é só um exagero, é a personificação quase perfeita da marabunta!!!

Ainda bem que finalmente acabou, não aguentava nem mais um minuto de cozinha, nem de comida, nem de desassossego. Amanhã vou tratar de sair de casa, apanhar muito ar, e começar a desintoxicação: para mim, só água; e de vez em quando também pode ser uma sopinha.

22 Dezembro, 2004

natal em família é…

Posted in desabafos às 03:34 por catarinia

Hoje passei uma boa parte da tarde e da noite no sofá, a acabar o casaquinho lindo e maravilhoso que estive a tricotar para a minha Ervilhinha. O meu Pai esteve sentado ao meu lado o tempo quase todo, o que, à primeira vista, até poderia ter sido bom.

Mas não. Estive a ouvi-lo ressonar em vários tons, e não trocámos mais do que duas ou três palavras. É sempre bom constatar que, para duas pessoas que se vêm duas vezes por ano, temos tanto assunto de conversa.

19 Dezembro, 2004

de sonho

Posted in bairro do amor, na terra dos sonhos às 04:35 por catarinia

Se há alguma coisa má nos sonhos bons, é a desilusão do acordar. Quando a realidade chega fria, entra pelo edredon e gela o coração.

E depois vem a urgência de voltar a adormecer, reentrar no sonho e querer ficar lá para sempre, onde nos encontramos sem defesas, sem inseguranças. Onde as palavras não se medem, e por isso te digo, sem medo e com o sorriso mais feliz do mundo, que amo a pessoa mais bonita que alguma vez conheci.

No sonho é fácil. Simples. De sonho!

14 Dezembro, 2004

epifania de fim de semana

Posted in introspecções às 16:44 por catarinia

Diz-se da vingança que é um prato que se serve frio. Durante algum tempo alimentei este desejo. Não só o desejo de vingança, como também o desejo de que a minha oportunidade chegasse fria, de forma a que pudesse por em prática alguns requintes de malvadez, sem sofrer com isso nem um bocadinho. E até engendrei um plano!

Depois de anos sem pensar no assunto, a oportunidade chegou finalmente, e de forma tão inesperada que até superava o plano e excedia todas as expectativas. Confesso que por uma fracção de segundo me devem ter brilhado os olhos, e vi o filme voltar a passar-me na mente a uma velocidade alucinante. Vi-me a aceitar a corda, a deixá-lo puxá-la até ao limite da elasticidade, só para depois a largar e assistir ao embate à distância. E se a corda era elástica! Que bela chapada que tinha saído dali. Fim da fracção de segundo.

Logo a seguir vi-me sem dar importância nenhuma à pessoa, à situação e a tudo o que lhe deu origem. Não tive qualquer desejo de aproveitar a oportunidade para "dar o troco", a vingança mesquinha deixou de fazer qualquer sentido.

De repente, preencheu-me um sentimento de felicidade enorme, quentinha e aconchegante, e colou-se-me um sorrisinho estúpido à cara. Acho que ainda o tenho… O passado foi lá atrás, e por lá fica para memória futura. Nestes anos tornei-me numa pessoa completamente diferente, e gosto muito mais da pessoa que sou agora.

1 Dezembro, 2004

adeus ó vai-te embora!

Posted in politiquices às 02:38 por catarinia

E depressa, que já vais tarde! Assim com uns 4 meses de atraso…