19 Janeiro, 2005

nunca pensei lá chegar!

Posted in blogosfera às 16:21 por catarinia

1000 visitas e continua a contar? Bem… estou impressionada! Se calhar vou abrir um champanhe. Eheheh…

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16 Janeiro, 2005

como em qualquer neura que se preze…

Posted in bairro do amor, introspecções às 05:31 por catarinia

…vesti a camisola mais grossa, o casaco mais quentinho, um cachecol e até um gorro, e fui à praia.

O som apaziguador do mar, a humidade da maresia, o toque frio e suave da areia e os desenhos que lhe vou fazendo, aclaram-me as ideias e ajudam-me a pensar. E pensei.

Pensei no passado longínquo, nos momentos de absoluta felicidade e nos de profundo desgosto; na construção pura e ingénua do idílio e na sua derrocada desastrosa; nas grandes lições de vida, nas decisões irredutíveis e na sua importância disparatada do passado, e também na sua insignificância para o presente.

Pensei também no passado mais recente, no idealismo, na hiperactividade, no empenhamento em milhões de projectos, naquela sensação boa da iniciativa, de contribuir, de ser útil, de fazer parte de algo maior que o Eu; pensei no cansaço, na desilusão, no desalento, mas também nas saudades, o que me leva a crer que há esperança – a desilusão poderá ser reversível um dia, quem sabe?

E pensei no presente, na sucessão de dias iguais e sem motivação, no impasse, na solidão no meio da multidão, na vontade de estar noutro lado qualquer, a fazer outra coisa qualquer. E na insegurança esmagadora, incompreensível, que me sufoca e me obriga a carregar sozinha, como se fosse um fardo, um amor como nunca senti antes, um amor grande e calmo e profundo.

E voltei a recuar. Fui revivendo conversas, olhares, toques e sorrisos, na esperança de encontrar um sinal que só encontrei em sonhos.

Normalmente volto da praia mais leve, de alma lavada pelo sal, do mar e das lágrimas. Mas hoje não resultou. Acho que foi de tanta roupa, impediu o frio de sair.

14 Janeiro, 2005

de “O Principezinho”

Posted in ao molho às 18:42 por catarinia

Encontrei este teste no 100nada, que o encontrou não sei onde, que por sua vez o encontrou noutro lado qualquer (ir para reconstituir o percurso).

fox.
You are the fox.
Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.
brought to you by Quizilla

Com que então a raposa, hã? Será?

Vou deixar de fazer estes testes, acabam sempre por me dizer que sou uma velhinha sábia e muito amiguinha. Não gosto. Queria ser, pelo menos uma vez, uma aventureira apaixonada e inconsequente!

12 Janeiro, 2005

ADOREI!!!

Posted in amiguinhos às 05:40 por catarinia

Hoje tive a minha primeira festa surpresa! Com direito a bolo, serpentinas e bolinhas de sabão!!!

Quase que fiquei com uma lagrimita ao cantinho do olho. Obrigada aos Amiguinhos, hoje são a melhor coisa do mundo.

11 Janeiro, 2005

mas que raio! deixem os putos brincar!

Posted in desabafos às 22:50 por catarinia

Vi agora no jornal da noite (e nem foi na TVI nem nada) uma notícia que me deixou boquiescancarada. Não a própria da notícia, que de notícia tinha muito pouco e de relevante ainda menos, mas a forma de pensar das pessoas adultas e o papel supersupersuper-protector que assumem relativamente às crianças. Fico parva!

Parece que a sensação este Natal entre os putos foi isto:


os Heelys

E é perfeitamente normal: uns ténis com rodas, pode-se andar a patinar na boa sem ter de andar a calçar e a descalçar os sapatos a toda a hora, e quando acaba a brincadeira, simplesmente tira-se a roda e põe-se no bolso. Uma maravilha! Eu se fosse miúda adorava ter uns. Num colégio com aspecto muito bem, todos os miúdos tinham. Quer dizer… Alguns não tinham, mas ninguém lhes empresta porque a professora não deixa. Adiante…

A reportagem era sobre os "perigos para a saúde" destes ténis maravilha. Que são perigosos, que as crianças podem cair e partir a cabeça, ou um braço, ou uma perna. Até há escolas que já proibiram os putos de os usarem – imagino que seja só uma proibição de lhes porem as rodinhas e de andaram a patinar, mas nunca se sabe. Santa paciência!!! O que é que vem a seguir? Proíbem as crianças de andar de bicicleta? E de correr? Podem tropeçar e cair, correr é muito prejudicial para a saúde.

Ainda há-de haver quem invente uma bolha protectora, amortecedora de choques e completamente asséptica, onde enfiar as criancinhas. Depois quando crescerem e já não couberem lá dentro, saem da bolha criaturas completamente acéfalas, incapazes de pensar por si ou de fazer qualquer coisa sozinhas, incapazes de ser auto-suficientes. A perfeita e refinada geração do pacote – "Ou vem já tudo feito e embrulhado num pacote perfeitinho e pronto a consumir, sem riscos nem perigos, ou então não quero. Dá-muito trabalho."

Não quero de maneira nenhuma armar-me em Velho do Restelo. Mas isto é um exagero! As pobres criancinhas não podem brincar porque é perigoso, não podem dar um espirro sem que as atafulham de casacagem e as enfrasquem em comprimidos… Se não podem ser crianças, que adultos serão?

8 Janeiro, 2005

o Amor não se diz, mostra-se

Posted in bairro do amor às 21:01 por catarinia

Como é que se diz a alguém, que provavelmente não está à espera, “Eu amo-te”? Qual é a altura própria? Quais são as palavras certas? São dúvidas que me ocorrem, mas na verdade não me assustam; como não me assustam, aliás, a maioria das conversas.

Agora, esta conversa em particular é uma conversa muito difícil de ter, não pelo que eu possa dizer, mas por aquilo que possa eventualmente ouvir. A verdade é que o que eu sinto agora parece-me demasiado valioso para por em risco, não quero ter de me obrigar a ultrapassá-lo. Isto é que me assusta, e assusta-me demais.

É como se estivesse enredada numa teia de insegurança, com um medo inexplicável da certeza. E enquanto não estiver preparada para ouvir qualquer coisa , a dúvida, por mais pequenina que ela seja, ainda vai sendo mais confortável.

É uma forma estúpida e cobarde de pensar e de agir? Pois possivelmente será. Mas também me parece que o Amor não se diz assim, com hora marcada. Talvez chegue o dia em que sinta e pense de maneira diferente, mais corajosa. Até lá, restam-me os pequenos actos de amor diários, e a fé na sensibilidade masculina para que sejam entendidos como tal.

4 Janeiro, 2005

o ano da Ervilhinha!

Posted in ervilhinha às 04:29 por catarinia

Ela não é obra minha, é verdade. Mas torna o sol mais brilhante, o mar mais azul, o coração mais quente e os sorrisos mais radiantes. É a Daniela, a afilhada mais linda do Mundo, a estrela mais brilhante do meu 2004.

primeiro post do ano

Posted in introspecções às 03:39 por catarinia

Confesso que sou pouco dada a retrospectivas de fim de ano e a resoluções inabaláveis de ano novo. No entanto, não posso deixar de olhar para trás e chegar à triste conclusão de que 2004 não foi um ano mau, foi um ano péssimo! Não fiz absolutamente nada de útil nem de produtivo, parece que a minha vida estagnou a todos os níveis, não realizei uma única coisa que lhe acrescentasse um bocadinho que fosse de emoção. A minha frase do ano foi "Está tudo velho".

Ora, estando agora a começar um ano novinho em folha, tenho de estar entusiasmada. Vou finalmente acabar o curso, fazer a tão esperada viagem à Noruega, e quem sabe, rever a minha decisão de "esperar por ser encontrada". Quem espera, desespera, e o Príncipe está a precisar de actualizar as lentes, porque parece não me encontrar nem se eu lhe pisar os calos.

Este vai ter de ser um ano melhor, já que piorar seria muito difícil!