25 Julho, 2006

Posted in introspecções às 01:07 por catarinia

Não digo nada, não quero dizer nada.
Não digas nada, não precisas de dizer nada.
Abraça-me só. Com muita força.
E sopra, devagarinho, o Mundo que me pesa sobre os ombros.

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23 Julho, 2006

de volta ao (relativo) silêncio

Posted in dramas domésticos às 19:31 por catarinia

Há uma semana que tenho para mais de muitas – dizem que 30 mil… 30 MIL!!! – motas a passarem para um lado e para o outro em frente à minha janela. Ininterruptamente, 24 horas por dia. Nem um minuto de descanso!

As alternativas são fechar todas as janelas e morrer sufocada em casa, ou conviver com um barulho permanente capaz de levar a alminha mais pacata à loucura. Ou fugir daqui, que costuma ser a minha opção, mas este ano foi impraticável.

De maneira que hoje é o meu dia preferido da concentração do MCF: só os oiço passar uma vez. E é para se irem embora!

Vão com cuidadinho e voltem sempre. Mas um de cada vez, sim?

18 Julho, 2006

a imbecilidade da guerra

Posted in causas às 01:40 por catarinia

15 Julho, 2006

sei que estou doente…

Posted in ao molho às 15:25 por catarinia

… quando dou comigo a pensar no laboratório num fim de semana. Aquele ar condicionado, aquele fresquinho…

Está um calor que não se aguenta!!!

14 Julho, 2006

FCT = Fuga de Cérebros com Talento

Posted in causas, ciência às 20:49 por catarinia

A ABIC – Associação de Bolseiros de Investigação Científica está a promover uma iniciativa para o próximo dia 24 de Julho, que tem como objectivo alertar para um problema gravíssimo: a inexistência de emprego científico em Portugal, e a precaridade da situação de quem faz ciência no nosso país.

Apesar de pessoalmente achar que pôr uma série de gente no aeroporto a fingir que vai emigrar é um folclore sem jeito nenhum, não podia concordar mais com os motivos que estão por trás deste alerta.

Assim sendo, aqui deixo o texto do panfleto que divulga a dita iniciativa:

FCT = Fuga de Cérebros com Talento

Governo português promove a fuga de cérebros de Portugal

Ser bolseiro de investigação tornou-se hoje uma profissão altamente qualificada e a baixo custo. Mas nem sempre assim foi. Durante anos, um bolseiro era alguém que recebia uma bolsa para desenvolver uma actividade de investigação, associada à obtenção de um grau académico. Era-se bolseiro por um período definido, geralmente curto, depois entrava-se no mercado de trabalho. Hoje, porque não se quer abrir vagas nos quadros das Universidades, Laboratórios do Estado e demais centros de investigação, porque o tecido empresarial nacional continua a não absorver trabalhadores científicos qualificados, ser bolseiro tornou-se uma profissão, um modo de vida precário que se tende a prolongar no tempo. E isso é muito mau, para os bolseiros e para o País. Um bolseiro não paga impostos e não tem direito à segurança social. É como se fosse um trabalhador ilegal, legalizado sob a falsa capa do eterno estudante. Um bolseiro recebe muito menos que os seus colegas que integram o quadro das instituições, apesar de ter as mesmas ou mais habilitações.

Os bolseiros são hoje responsáveis por uma parte muito substancial da investigação científica feita em Portugal. Muitos têm o mestrado, o doutoramento, três, seis anos de pós-doutoramento, e continuam a não ser reconhecidos como aquilo que, de facto, são: trabalhadores. Com isto, o governo consegue mão-de-obra qualificada, a baixíssimo custo.

Calcula-se que mais de 20% dos nossos quadros qualificados abandonam o País. Outros países oferecem aos portugueses as condições de vida e de trabalho que não encontram por cá. Um emprego, salários dignos, compatíveis com as qualificações que detêm, um futuro, e não uma bolsa mendigada!

Manter a condição de bolseiro é destruir mão-de-obra altamente qualificada. É desperdiçar o esforço de investimento feito na formação avançada dos recursos humanos do país! As medidas recentemente anunciadas são claramente insuficientes e estão longe de poder vir a resolver este problema. Entretanto, anuncia-se igualmente um aumento da atribuição de mais bolsas…

É preciso dizer basta! Exigimos a criação de emprego científico.

12 Julho, 2006

sabotagem à dieta!

Posted in la dolce vita às 19:20 por catarinia

Acabei de me repimpar com uma coisa destas!

Comi um Magnum Vison inteirinho, todo até ao fim e soube-me muito bem!!! De certezinha que rebentei com a escala das calorias permitidas e agora durante dois dias só posso beber água, mas não quero nem saber!

Não sei se já mencionei o facto de que me soube muito bem? Não estou nem um bocadinho arrependida.

Ah, pois não!

10 Julho, 2006

não sei de amor senão

Posted in poetas e sonhadores às 23:56 por catarinia

Aqui há uns tempos, a RTP fez uma produção chamada Voz, em que em cada pequeno programa era declamado um poema com uma determinada envolvência de som e imagem.

Num desses programas foi lido um poema de Manuel Alegre de que gostei muito e que procurei por todo o lado sem o encontrar.
Até agora. Encontrei-o finalmente!

Não sei de amor senão

Não sei de amor senão o amor perdido
o amor que só se tem de nunca o ter
procuro em cada corpo o nunca tido
e é esse que não pára de doer.
Não sei de amor senão o amor ferido
de tanto te encontrar e te perder.

Não sei de amor senão o não ter tido
teu corpo que não cesso de perder
nem de outro modo sei se tem sentido
este amor que só vive de não ter
o teu corpo que é meu porque perdido
não sei de amor senão esse doer.

Não sei de amor senão esse perder
teu corpo tão sem ti e nunca tido
para sempre só meu de nunca o ter
teu corpo que me dói no corpo ferido
onde não deixou nunca de doer
não sei de amor senão o amor perdido.

Não sei de amor senão o sem sentido
deste amor que não morre por morrer
o teu corpo tão nu nunca despido
o teu corpo tão vivo de o perder
neste amor que só é de não ter sido
não sei de amor senão esse não ter.

Não sei de amor senão o não haver
amor que dure mais do que o nunca tido.
Há um corpo que não pára de doer
só esse é que não morre de tão perdido
só esse é sempre meu de nunca o ser
não sei de amor senão o amor ferido.

Não sei de amor senão o tempo ido
em que amor era amor de puro arder
tudo passa mas não o não ter tido
o teu corpo de ser e de não ser
só esse meu por nunca ter ardido
não sei de amor senão esse perder.

Cintilante na noite um corpo ferido
só nele de o não ter tido eu hei-de arder
não sei de amor senão amor perdido.

Manuel Alegre

5 Julho, 2006

uma dúvida que m’atormenta

Posted in causas às 12:12 por catarinia

Afinal como é que se diz? São “armas de destruição maciça” ou “armas de destruição massiva“?

É que não há jornal nem telejornal nenhum em que não apareça a forma maciça (ou qualquer uma das diferentes variações que já inventaram; desde maçiça – com as duas cedilhas e tudo, ah pois! – a massiça, é só escolher…).

Mas a aceitar esta forma – mesmo que maciça, a ortograficamente correcta – teríamos que assumir que seria uma destruição sólida, compacta, “não oca”. E “oco” é apenas o menor dos adjectivos que me ocorrem quando penso nos motivos pelos quais existem armas de destruição massiva – as tais que provocam uma destruição indiscriminada. Em massa, portanto.

o adeus (também) ao rabilo?

Posted in causas, ciência às 02:23 por catarinia

atum rabilo
Atum rabilo (Thunnus thynnus)
Imagem da NOAA Photo Library

Este bichinho é um senhor bichinho. Segundo os registos do FishBase, pode atingir os 4,58 m, os 684 Kg e os 15 anos de vida. Ou seja, não é propriamente uma sardinha, cujo stock se renova com alguma facilidade.

Não é o atum que vem em latas, nem tão pouco o dos bifes suculentos em que a gente vai ferrando o dente. Quem gosta muito deste atum em particular, são os senhores japoneses, os predadores do mar. A pontos de terem acabado com ele lá para aqueles lados, e de pagarem autênticas fortunas para o levarem destes lados. De avião particular e com todas as mordomias para lá chegar ainda fresquinho, como quando acabado de pescar.

Posto isto, leia-se a seguinte notícia:

Illegal fishing threatens survival of Europe’s tuna
Tue Jul 4, 2006 08:05 PM ET

BRUSSELS (Reuters) – Illegal fishing has devastated Europe’s stocks of the highly prized bluefin tuna and threatens the species’ survival in the eastern Atlantic and Mediterranean, environmental campaign group WWF said on Wednesday.

International quotas that aim to keep fish stocks viable were exceeded in both 2004 and 2005 for bluefin tuna, it said.

“Fleets from the EU — mainly France — Libya and Turkey are the main offenders,” WWF said in a report. “These countries are greatly exceeding their fishing quotas and deliberately failing to report much of their massive catches.”

Demand for bluefin tuna, one of the fastest fish in the sea, is always high since it is particularly popular in sushi and sashimi dishes. Unlike most tunas, bluefin grow slowly and mature late, making them more vulnerable to intensive trawling.

“Unreported tuna catches are increasingly slaughtered and processed at sea before being shipped out on board enormous vessels destined for the lucrative Japanese market,” WWF said.

WWF estimated that around 44,900 metric tons of bluefin tuna were caught in 2004, well beyond the 32,000-metric ton quota allowed by the International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas (ICCAT). The catch was even higher in 2005, it said.

The group demanded that trawling for the fish should stop immediately in both Mediterranean and eastern Atlantic waters and said it would lobby EU Fisheries Commissioner Joe Borg for the 25-nation European Union for make sure this happened.

Environmental groups, particularly WWF, have long complained that bluefin tuna fishing is out of control in Europe and repeatedly point to the Mediterranean as the worst problem area.

With Atlantic fish numbers at dangerously low levels, fleets were moving to Mediterranean waters to catch the fish there too, the report’s author Roberto Mielgo Bregazzi said.

“In the race to catch shrinking tuna stocks, industrial fleets are switching from traditional grounds to the last breeding grounds in the eastern Mediterranean and Libyan waters,” he said in a statement.

Greenpeace warned in a recent report that bluefin tuna was nearing commercial and ecological extinction in the Mediterranean.

E agora pergunto eu: mas quando é que os desejos estúpidos e desenfreados destes senhores do sol nascente vão deixar de ameaçar a biodiversidade pelo mundo inteiro?

4 Julho, 2006

agora estaria aqui…

Posted in musicalidades às 22:04 por catarinia

…se os bilhetes não fossem estupidamente caros!
65€ o mais baratinho?! Mas está tudo doido?

2 Julho, 2006

o mundo de Sophia

Posted in poetas e sonhadores às 20:00 por catarinia

Sophia de Mello Breyner Andresen

“Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar”

Sophia de Mello Breyner Andresen

como é que se acerta o relógio disto?

Posted in blogosfera às 19:56 por catarinia

Pois estive aqui a testar como é que se programa a publicação de posts “p’ra mais logo” e a coisa não correu muito bem…

O meu post auto-destrutível era suposto publicar-se sozinho às 18:30h, e apareceu com mais de uma hora de atraso. Não sei exactamente a que horas, porque não estive aqui em permanência… Mas às 19h30 nem sinal, e às 19h45 já cá estava. E… dizia que foi publicado à hora para a qual eu o programei.

E então? Isto é mesmo assim, a gente marca uma hora e ele aparece quando lhe apetece? Ou há para aqui algum relógio qualquer que eu tenha de acertar?

Dicas agradecem-se…

Adenda: e agora acho que se trocar a ordem dos posts de hoje, isto fica muito melhor. A ver se funciona…