28 Setembro, 2006

das etiquetas

Posted in blogosfera às 20:51 por catarinia

Vamos lá a despachar isto, que já anda para aqui nos rascunhos há dias. E o melhor mesmo é pensar nas coisas boas da vida, a ver se me passa a neura!

Esta menina colou-me uma na testa, e parece que eu tenho que completar o ramalhete com mais seis. Ora então cá vão (depois de ter começado isto umas três vezes e de ter sido interrompida outras tantas) as seis etiquetas que me ocorreu colar a mim própria:

Mar
O mar fascina-me. E é para perto dele que vou quando preciso de um refúgio, a qualquer hora do dia ou da noite. Haverá coisa melhor que o som das ondas, que o cheiro a maresia? Haverá concerteza, mas não me ocorre mais de uma ou duas…

Amiguinhos
Os Amiguinhos são das coisas mais importantes do mundo. Para quem tem uma família muito pequenina, são a família que tenho o previlégio de poder escolher. E os meus Amiguinhos são os melhores de todo o Universo. E arredores!

Gargalhadas
Quem me conhece bem, diz que as minhas são inconfundíveis. E a verdade é que não as poupo! Sorrisos e gargalhadas são de distribuição livre.

Viagens
Muitas, longas e para sítios improváveis. Venhas elas!

Pequenos Prazeres
Um sorriso feliz de quem se ama, um abracinho apertado e um cafuné no cabelo, uma boa surpresa, uma amena cavaqueira com os amigos do coração, acordar ao som da chuva num dia desocupado, sentir o sol secar o sal na pele depois de um mergulho no mar… Sou uma menina de pequenos prazeres, são eles que me fazem mais feliz.

Despistada
Sim, aqui me confesso, sou uma completa despistada. A vários níveis, mas sobretudo quando ando na rua, perdida com os meus pensamentos: não vejo nada nem ninguém. É normalíssimo passar por pessoas conhecidas na rua ou estar lado a lado com elas em qualquer situação, sem reparar que elas estão mesmo ali. Quando acontece com os Amiguinhos eles acordam-me, quando acontece com pessoas que me conhecem menos bem, passo por snob e mal educada. Não é o caso, simplesmente o facto de estar a olhar não significa que esteja a ver…

Adenda: é verdade, agora era suposto colar mais seis etiquetas em seis pessoas diferentes, mas como se compreenderá pelo post que se segue, estou com muito pouca vontadinha de me pôr para aqui a pensar em quem há-de ser e de andar por aí a ver quem já não pode ser porque já respondeu.
Pois caros transeuntes, sintam-se à vontade para usar e abusar do desafio. É de quem o apanhar!

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AAAAHHHHHHH!!!

Posted in dramas domésticos às 20:20 por catarinia

COMO É QUE É POSSÍVEL, PAMOR DE DEUS?!?!?!?!

Tou que nem posso, só me apetece dizer asneiras!!! Odeio máquinas! Odeio, odeio, odeio, O-DEI-OOOO!!!

Então não é que acabei de ter de trocar a bateria do carro? Vem uma gaija descansadinha depois de um agradável serão com os amigos, o pára-brisas assim a dar para o javardolas de uma mistura de pó e humidade, sem água no depósito para o limpar, se calhar não era má ideia parar para encher isto. Noite cerrada, deixa cá ficar as luzes acesas para conseguir ver alguma coisa, nem um minuto depois pronto já tá, volta a entrar no carro e o estupor nem tosse! Toca a ligar em pânico para o Amiguinho Mais Querido, socorro que o sapinho nem mexe, liga-se uns cabos à bateria e ele na mesma. Vá de empurrar, ele lá se resolve, o resto do caminho até casa a rezar para que não se fine já ali, agora se calhar devia estacionar ali na descida mas não há lugar, olha fica mesmo aqui e amanhã logo se vê.

Chegando o amanhã e a altura de logo se ver vem o mecânico aqui do lado, ai é da bateria é, vá mas é ali ao eletricista. Lá vem o dito cheio de aparelhómetros, cabos e mais cabos ligados a todo o lado, um barulho estranho que não prenuncia nada de bom, pois menina, olhe… está interrompida, com esta bateria já não vai a lado nenhum, vá ali falar com a senhora do cubículo para lhe dar os preços das novas. E uma gaija desesperadinha de todo, pois que para quem acabou de limpar as poupanças para trocar o computador que decidiu ter um trecolareco nos dias anteriores, até umas pilhas das mais rascas custam uma fortuna!

Mas como é que é possível?!?!? Que mais é que poderá avariar-se nas minhas mãos? Começo a considerar seriamente a hipótese de ir à bruxa, que isto parece-me tudo menos normal…

25 Setembro, 2006

escândalo! escândalo!!!

Posted in causas, politiquices às 18:18 por catarinia

A propósito do orçamento para o Ensino Superior no próximo ano, diz hoje o Público (o negrito é meu, seguir para a notícia aqui):

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) já divulgou às universidades e politécnicos quais serão os seus orçamentos para 2007. O anúncio é que haverá um corte de 6,2 por cento no orçamento de funcionamento em termos nominais. Este valor pode corresponder, em termos reais, a um corte de oito a dez por cento, dizem as escolas contactadas pelo PÚBLICO. A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) contesta a medida, alegando que esta vai comprometer a qualidade de ensino. ( … )

As instituições terão dificuldades em pagar salários até ao final do ano, diz o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesa (CRUP), Lopes da Silva. “A maioria das universidades, se não quase todas, vai receber orçamentos inferiores aos gastos com pessoal“, informa Lopes da Silva. ( … )

A Fenprof está “seriamente preocupada” com os efeitos dos cortes orçamentais no “recrudescimento dos despedimentos no ensino superior público, onde há uma grande percentagem de docentes com contratos a prazo”, diz, em comunicado à imprensa. A federação lembra que os professores do ensino politécnico encontram-se numa situação pior que os da universidade porque cerca de 75 por cento estão em situação precária, estando a maioria contratados a prazo, num máximo de dois anos, continua. ( … )

Ora, não fosse isto um caso dramático, a mim quase que me apetecia dizer que: “É muito bem feita, senhores Professores!”

Há três anos atrás, quando houve a alteração da Lei do Financiamento do Ensino Superior e o Governo engenhosamente passou a responsabilidade da fixação do valor das propinas para as Universidades, não houve com toda a certeza um único Senado Universitário onde os estudantes não tenham alertado para isto mesmo: a médio prazo, os principais afectados por esta alteração não seriam os estudantes, mas sim as Universidades e quem nelas trabalha – docentes e funcionários.

Não houve com toda a certeza um único Senado Universitário onde os estudantes não tenham alertado para que, ao aceitar esta alteração, estar-se-ia a abrir a porta para um progressivo desinvestimento por parte do Estado no Ensino Superior. E para que, se naquele primeiro ano de aplicação da lei, o Orçamento de Estado chegava à justa para cobrir os salários, rapidamente deixaria de o fazer. Porque o desinvestimento era – e como se vê, continua a ser – a política dos sucessivos governos.

Não houve com toda a certeza um único Senado Universitário onde os estudantes não tenham alertado para que era hora de unir esforços, fazendo da contestação à lei uma luta de toda a comunidade académica. Porque era – e pela amostra junta, continua a ser – uma lei que não a dignifica em nada. Porque para além disso poria em risco a própria sobrevivência das Universidades, nomeadamente as mais pequenas. E porque depois de a lei vigorar em todo o seu esplendor, seria muito mais difícil, se não de todo impossível, alterá-la.

Mas não. Os senhores Professores preferiram, na sua maioria, assegurar o seu salário para esse ano o mais rapidamente possível, sem se preocupar com as implicações que daí poderiam advir para os alunos. Preferiram a manutenção do seu quintalzinho, sem se preocupar com o que pudesse acontecer no ano seguinte. E no seguinte, e no seguinte, até que os afectasse na pele.

Pois aí está à vista. Nada surpreendente, e só foram precisos três anos para que se revelasse em pleno. Então e para tentar manter o barco à tona da água, o que é que se pode fazer?

Para colmatar o orçamento previsto para cada instituição, universidades e politécnicos terão de recorrer a receitas próprias. A primeira são as propinas. Luciano de Almeida defende que as escolas devem actualizá-las. “Está demonstrado que não há relação entre colocações e propinas e que as universidades, que têm propinas mais altas do que os politécnicos, conseguem preencher as suas vagas”, justifica. ( … )

Ora aí está, a solução mais fácil! Os estudantes não escolhem as universidades pelo catálogo de preços, por isso, enquanto houver quem pague, façamo-los pagar o máximo que for possível.

Pois meus senhores, é verdade que os estudantes, com maior ou menor esforço, continuarão a pagar as suas propinas e a frequentar as universidades. Já o mesmo não se poderá dizer de muitos docentes, que serão postos na rua sem apelo nem agravo. Que tipo de aulas irão ter, já é outra questão. Mas de uma forma ou de outra, com maior ou menor qualidade, com ou sem o material indicado, com um especialista ou um bombeiro de serviço, o facto é que as aulas vão continuar a dar-se – por enquanto. É o preço a pagar pela acomodação, pela ausência de estratégia, pela falta de visão dos senhores Professores. Pela adaptaçãozinha de circunstância, em vez da mudança de fundo que faz falta.

Talvez chegue o dia em que até os senhores Professores lutem por ela com convicção, em vez de perguntarem aos estudantes, em surdina, pelos corredores, à mesa do café ou numa pausa para cigarrinho: “Já viram isto? Então e vocês, não fazem nada?”

Então e vocês, senhores Professores? Não fazem nada? Já ía sendo tempo, não?

22 Setembro, 2006

mudanças no horizonte

Posted in ao molho às 18:40 por catarinia

Mudanças boas…
Mudanças más…
Mudanças assim-assim.

Mas sobretudo, mudanças!!!

parece que já foi há tanto tempo…

Posted in ervilhinha às 00:41 por catarinia

Era Verão a sério. Não o Verão que acaba hoje, com frio, chuva e muito vento, mas Verão a sério. Com cheiro a férias, sol, praia e muitas gargalhadas!

O sol brilhava, quentinho. Mas nem perto do calor que invade o coração ao ver-te chegar a correr, de braços abertos, para um abracinho apertado! E depois, uma semana de ti, aqui tão perto!

Tantas saudades que já tinha! E tu muito mais crescida, cheia de gracinhas novas e um dicionário completamente actualizado para conversar. Um mês sem te ver e estás enorme! Às vezes apetece-me que páres de crescer por um bocadinho, para não perder nada de ti. E depois, coisas de quem está longe mas gosta muito, fazemos maratonas juntas. Porque és o meu amor pequenino, a Ervilhinha do meu coração!

Parece que já foi há tanto tempo… Mas afinal não passou sequer uma semana.
Pelas saudades que já tenho, diria que foi há uma eternidade!

reposta a normalidade no berloque

Posted in dramas domésticos às 00:19 por catarinia

Virei a minha conta das poupanças do avesso e sacudi-a o mais que pude. Raspei-lhe bem as paredes e até lhe aspirei todos os cantinhos. Não ficou nem uma migalha!

Gastei um disparate de dinheiro, mas consegui trocar o meu velhote pensionista por um jovem lindo e vigoroso. E estou a falar do computador, claro. É novinho em folha e está vivo!

Yéééééééé!!! 😀

12 Setembro, 2006

cadeia de catástrofes arrasadoras

Posted in dramas domésticos às 13:50 por catarinia

A Lei de Murphy adora-me! Aliás, havendo uma definição da Lei de Murphy nos dicionários, é provável que a minha fotografia venha lá ao lado. Chega a ser impressionante…

Posto isto, a tecnologia detesta-me! Não é que eu não goste dela – que até gosto! – ela é que não pode comigo. Portanto, juntando estes dois factores e aplicando a Lei de Murphy à minha relação conflituosa com a tecnologia…

Ontem o meu computador finou-se de vez.
Logo de seguida, o micro-ondas também.

Será isto normal? As duas coisas no mesmo dia? Por favor…

8 Setembro, 2006

pronto, está feito

Posted in desabafos às 23:55 por catarinia

O difícil foi mesmo decidir-me. Muita conta, muita tabela de comparação, uma média que desce um bocadito, a outra que sobe um bocadito, será que vale a pena? E depois só posso apresentar a tese em Junho, é mais um ano a anhar. Será que vale a pena? Já para não falar que vou ter de trabalhar ainda mais aquela cruz… adaptar, transformar, ampliar! Que horror… Será que vale mesmo a pena?

Pronto, OK. Vale a pena e não se fala mais nisso.

E depois, foi estarrecer-me com tanta eficiência. Foi o processo burocrático mais fácil e rápido por que já passei. Mínimo de papelada envolvida, nada de confusão, meia hora e ficou resolvido. Mesmo sendo no último dia… Fiquei na dúvida se estaria na mesma universidade de sempre.

E pronto, tenho o meu passaporte para o Processo de Bolonha. Agora só espero não me arrepender…

3 Setembro, 2006

sons que aquecem o coração

Posted in musicalidades às 10:12 por catarinia

Há uns anos atrás (mais ou menos quando aquilo apareceu) criei uma rádio no Cotonete. Muito útil na altura, servia basicamente para ouvir uma musiquinha catita quando estivesse a trabalhar num computador que não fosse o meu e/ou longe de qualquer sonoridade minimamente decente. Depois lá me fui progressivamente esquecendo que aquilo existia…

…até ontem. Os senhores enviaram-me um mail a dizer que há que séculos que ninguém lhe mexia, e em resumo, «ou vens cá ouvir isto, ou a gente dá-lhe sumiço». E eu fui. Mais por curiosidade sobre as minhas escolhas daquela altura do que propriamente por querer mantê-la, ontem enquanto estive ao computador, estive a ouvir a minha velhinha e abandonada rádio.

E, de repente, lá estava ela! Assim, sem eu estar à espera. Directamente das profundezas do baú da memória, a lembrar-me porque a adoro. E adormeci com ela no ouvido, foi a banda sonora dos meus sonhos e a música que me fez despertar, ainda antes de abrir os olhos. A lembrar-me porque a adoro.

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