2 Fevereiro, 2009

como a formiguinha em pleno Verão

Posted in la dolce vita às 02:26 por catarinia

Pois eu sei que se passam coisas importantíssimas no Mundo. Obama é finalmente presidente dos EUA, a economia mundial está cada vez mais um farrapo, Israel voltou a destruir Gaza e o nosso Primeiro volta a ter o Freeport à perna. E mais, muito mais. Sim, tenho ouvido dizer qualquer coisa.

Mas eu, egoísta, não presto muita atenção. Ando entretida a mimar e a ser mimada, a enganar as saudades e a coleccionar momentos como tesouros, para arrumar com todo o cuidado em lugar especial da bagagem. Para mais tarde, quando o frio apertar e as distâncias se multiplicarem, ter a dispensa cheia de memórias preciosas.

E poder desembrulhá-las devagarinho, disfrutá-las calmamente, enquanto me aquecem o coração.

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11 Março, 2007

da minha janela…

Posted in la dolce vita às 23:25 por catarinia

…antevê-se o Verão!

9 Março, 2007

dentro de momentos…

Posted in la dolce vita às 20:45 por catarinia

Moby Dick

…vou à caça de uma baleia.

8 Outubro, 2006

com o mar em pano de fundo

Posted in la dolce vita às 14:53 por catarinia

Coisas, muitas coisas empilhadas por todo o lado (mas de onde é que saiu tanta tralha?!)

Peripécias, muitas peripécias de uma completa desnorteada e dois pacientes, muito pacientes ajudantes (fechaste a porta?! então mas a chave ficou lá dentro! – encontrão na porta – ah! não acredito!!! afinal não estava fechada… agora é que está mesmo. e a chave continua lá dentro!)

Nem meia dúzia de quilómetros a separar dois mundos completamente diferentes, duas fases completamente distintas de uma mesma vida. Um novo recomeço, num espaço só meu. E expectativa, muita expectativa. E entusiasmo, muito entusiasmo!

E acordar ao som do mar, que espreita para lá da janela. Inspirar a maresia. Um mergulho matinal a meio de Outubro. O pequeno almoço numa esplanada sobre a praia.

E o mar, sempre o mar em pano de fundo!

12 Julho, 2006

sabotagem à dieta!

Posted in la dolce vita às 19:20 por catarinia

Acabei de me repimpar com uma coisa destas!

Comi um Magnum Vison inteirinho, todo até ao fim e soube-me muito bem!!! De certezinha que rebentei com a escala das calorias permitidas e agora durante dois dias só posso beber água, mas não quero nem saber!

Não sei se já mencionei o facto de que me soube muito bem? Não estou nem um bocadinho arrependida.

Ah, pois não!

15 Março, 2006

manta de retalhos…

Posted in la dolce vita às 14:20 por catarinia

… de uma bela semaninha!

6 Março, 2006

estou de saída

Posted in la dolce vita às 17:01 por catarinia

Vou para Lisboa uma semana quase inteirinha.

Estar com a Mami, os Amiguinhos long time no see, a Ervilhinha mais linda do Mundo.
A Frida Kahlo no CCB, perder-me na FNAC, quem sabe fazer uma loucura e ir ao teatro, que estou com saudades.
E limpar o disco (disquinho…) do computador, que não cabe nem mais um byte.

Domingo estou de volta.

7 Janeiro, 2006

há quanto tempo?

Posted in la dolce vita às 03:48 por catarinia

– "Estás bonita!"
And… You made my day!

22 Dezembro, 2005

pronto, já está!

Posted in la dolce vita às 22:15 por catarinia

Ontem foi o solstício de Inverno, o dia mais pequeno do ano. O que quer dizer que…

…a partir de hoje, é sempre a crescer! Yupiiiii!!!

29 Outubro, 2005

olha! uma relíquia!

Posted in la dolce vita às 16:04 por catarinia

Ontem encontrei esta relíquia em casa de uns amigos. Um copo da Sumol!!! Isto é um ícone da minha infância!

A primeira coisa que me ocorreu dizer foi: Tchiii!!! Há para mais de vinte anos que não via uma coisa destas! ao mesmo tempo que rasgava um sorriso daqueles. Mas depois a expressão ficou a ecoar-me na mente… Há para mais de vinte anos… vinte anos… VINTE… ANOS!!!

Parei com a risota. Olhámos um para o outro com um ar muito sério: Porra…. E não é que é capaz de ser verdade?! E rebentámos num ataque de riso compulsivo. É que nunca esperei usar uma expressão destas antes de ser avó!

9 Outubro, 2005

actividade domingueira

Posted in la dolce vita às 12:42 por catarinia

12 Setembro, 2005

momento de nostalgia: de regresso à infância!

Posted in la dolce vita às 19:22 por catarinia

Hoje o Rui descobriu Petazetas no café aqui ao lado. Não as originais, mas uma imitação perfeitamente decente. Petazetas!

Pois agora estamos os três cá em casa de volta à infância, com uma porcaria de sabor a morango a saltar dentro da boca. Ah… Nostalgia! Trloc! Trloc!

5 Junho, 2005

é Verão quando…

Posted in la dolce vita às 01:26 por catarinia

…abre a esplanada d'Os Artistas! Quando chegamos ao princípio da noite, ocupamos uma mesa a dois, e acabamos a noite com mais de dez cadeiras à volta. Quando encontramos amigos que não víamos há imenso tempo, e levamos horas em amena conversa, até já não ter posição na cadeira. Quando estamos bem na rua sem precisar de um casaco, e sabe bem uma caipirinha!

E quando passamos uma tarde maravilhosa na praia! Quando o mar está uma sopa e sabe bem o calor do sol que nos seca o sal na pele. Quando nos esquecemos que precisamos de comer, e de repente nos dá a fome e temos de ir a correr para casa. E preguiçamos o resto do dia, sem qualquer complexo de culpa!

Aaaahhhhh……….. moleza boa!

31 Maio, 2005

primeiro banho de mar! Yupiiii!!!

Posted in la dolce vita às 19:20 por catarinia

Escapadinha até à praia, devidamente equipada para o primeiro mergulho. Sol um bocado tímido, mas calorzinho agradável e mar calmo, a parecer um caldo. Ui, ca bom! Ficámos um bocado de molho, pusémos a conversa em dia, e ala trabalhar.

Agora chove a potes. E até troveja… Tempinho mesmo bom para organizar a pesquisa bibliográfica e inserir dados no computador. Haja vontadinha…

28 Março, 2005

de volta do Portugal profundo

Posted in la dolce vita às 01:43 por catarinia

Este fim de semana voltei às origens: três gerações de mulheres juntas no berço da família. Fomos “à terra”. Assim que chegámos apercebi-me de que não ía lá há mesmo muito tempo: entretanto a Zebreira descobriu que afinal era Vila, e escreveu-o na placa à entrada. É oficial, estou desactualizada!

Quando era miúda houve anos em que passava lá as férias inteiras. Metia-me na camioneta dois ou três dias depois do fim das aulas, e regressava dois ou três dias antes de voltarem a começar. Escrevia aos amigos “de Lisboa” e combinávamos todos fazer o mesmo, sabíamos mais ou menos quando é que chegava toda a gente. E depois claro, estavam sempre lá a Sandra, a Tânia, o Nuno, o Edgar, o Daniel…

Formávamos um grupo enorme e tínhamos sempre que fazer. Organizámos as nossas excursões a pé para ir passar o dia à barragem, o mergulhinho da praxe todos vestidos para termos um regresso fresquinho, a paragem religiosa a meio do caminho para beber água na fonte. A rotina do jantar, ir a casa da prima Célia, esperar que ela se empiriquitasse, depois o desfile pela rua principal até casa da Tânia que já estava à porta à nossa espera, e mais um desfile até ao café comer um gelado, esperar que a família voltasse para casa para irmos até à cave ter com o pessoal. Foi lá que aprendi a jogar matraquilhos e que não consegui nem por nada aprender a jogar snooker, apesar de todo o empenho de muita gente. A seguir um passeio pelas ruas à fresquinha, dizer “boa noite” a toda a gente e ouvir as velhotas, sentadas na rua porta sim porta sim, a fazer o relatório dos nossos dias às menos informadas das nossas andanças. Depois rumo ao fantástico Dancing-Bar com o fenomenal nome de “A Patinha de Vaca”, onde o segredo era a alma do negócio e por isso podíamos beber a nossa “mine” e fumar um cigarrinho com toda a segurança, dançar agarradinhos e dar umas beijocas sem que estivéssemos de casamento marcado no dia seguinte.

Em Agosto vinham os primos de França e o resto da onda migrante, que animavam ainda mais as coisas. Havendo boleia podíamos até ir às piscinas das Termas de Monfortinho e saltitar pelas festas das redondezas enquanto não chegavam as lá da terra: o Santo Isidro e a Senhora da Piedade com pouco mais de quinze dias de intervalo. Tinham muito pouco de interessante, a não ser a desculpa perfeita para ficarmos na rua até ainda mais tarde. Havia a quermesse e os intermináveis leilões de bugigangas; o franguinho assado com muita cerveja; pipocas, farturas e algodão doce; e o bailarico ao som do “conjunto” a esgoelar-se para por o pessoal a dançar a noite toda, de onde eu fugia de terror por ter dois pés esquerdos; as velhotas acartavam a cadeira da porta de casa até ao recinto da festa, faziam a rodinha em volta do bailarico e lá continuavam a actualizar o relatório das nossas andanças diárias: quem é que tinha passado com quem à porta de quem, a que horas, em que direcção e por aí fora…

Este fim de semana deu-me uma nostalgia enorme destes Verões. As férias tinham três meses, passava-as enfiada na terrinha com os meus avós e adorava, eram o ponto alto do meu ano. Depois fui crescendo e atacou-me o bichinho da mochila às costas, fui passando as minhas férias noutros sítios e passando cada vez menos tempo na Zebreira, até que deixei de lá ir por completo, a não ser em curtas visitas à minha avó, normalmente para a ir buscar para Lisboa. Os meus primos e os amigos da altura já lá não estão e acabámos por perder o contacto. Os que eram de lá, saíram: Castelo Branco, Coimbra, Lisboa e arredores e até França, mudaram-se todos, uma vez que a Zebreira não oferece grandes perspectivas de futuro. Os que lá íam passar as férias, como eu, também como eu deixaram de ir. Daí resulta que andando pela rua, não conheço ninguém. Estando lá, não tenho nada para fazer. E acabo por não conseguir ficar muito tempo.

Fico com uma certa tristeza de sentir que estou a perder a ligação às origens, à terra da minha Mãe, dos meus Avós. A minha única razão para voltar é mesmo a minha Avó, que teima em não querer sair de casa dela mais tempo que o indispensável. Ir a Lisboa, só em visitinhas rápidas; a Faro, só veio uma vez.

É claro que há sempre a beleza natural da zona, o apelo do campo e, pois concerteza, a minha adoração por travia. E como eu me abarrotei de travia este fim de semana! Acho mesmo que fiquei com uma overdose, o organismo ressente-se. Ou então foi das quatro viagens em quatro dias, a verdade é que estou espapassada. Acho que vou passar o estágio de sofá e atacar directamente o soninho de beleza, que amanhã é dia de voltar ao laboratório. A sério.

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