6 Junho, 2009

home, at last!

Posted in McCatherine às 00:54 por catarinia

redcarpet

Finalmente algum tempo para disfrutar a casa nova. Malas, agora só daqui a um mês – as férias! O que é sempre muuuuito bom.

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23 Abril, 2009

humor britânico

Posted in McCatherine às 02:57 por catarinia

– O meu quarto não tem janelas… Tens janela?
– Também não, mas olha aqui:

«Should you wish to view the weather there is a live webcam on channel 6»

in Guest Guide, o nosso hotel de ontem.

dois dias a correr

Posted in McCatherine às 02:52 por catarinia

Terça-feira:

O despertador não cumpre o seu propósito: é tarde, a correr para o Lab. Acabar um trabalho a correr, almoçar a correr em frente ao computador (se isto for contagioso estou tramada, prometo que não volta a contecer), enquanto mando uns mails a correr. A correr para o táxi.

Aeroporto – Manchester (cada vez gosto menos de voar, e de aviões pequenos que parecem uma carripana sem suspensão numa estrada esburacada, e de viagens pequenas em que ainda mal recuperei da descolagem e já aí vem a aterragem) – a correr para o comboio – Liverpool.

Duas alminhas que ganham a vida a trabalhar com mapas e nenhum se consegue aperceber quando um mapa se apresenta com a orientação errada – a correr para o hotel pelo caminho 10 vezes mais comprido.

Damos com o hotel num beco duvidoso. O Liverpool joga em casa com o Arsenal, a recepção está à pinha de gente vestida de vermelho – e a senhora a correr atrás do balcão, cansa só de olhar. O sítio é um labirinto – seria de esperar algum sentido de orientação de duas alminhas que ganham a vida a trabalhar com mapas, mas perdemo-nos três vezes nos corredores.

Chega o terceiro elemento e vamos a correr jantar, antes que feche tudo. Há um restaurante francês logo na esquina com ar apetitoso e preços aceitáveis – finalmente, um sítio onde ninguém anda a correr! Jantar calminho ao som de Édith Piaf, regado com um tinto decente e “Posso sugerir o nosso finíssimo crème brulée?”. Pode com certeza, vamos lá experimentar. Um embuste! Nem finíssimo nem sequer creme – se forem todos assim, mil vezes leite creme! (Resquícios de sopeira patriota em mim? Será?)

De volta ao labirinto, encontramos por acaso uma sala de jogos. Uma mini-sala (olha eu a tocar no tecto) com uma mini-mesa de snooker onde as bolas são todas vermelhas ou amarelas – é claro que aqui também o snooker tinha que ser diferente do resto do mundo. Olha eu a ser tão má no british snooker como no american snooker (porque afinal o resto do mundo não joga). E entretanto é tardíssimo – dormir a correr.

Quarta feira:

A Universidade é já ali ao lado. Como não sabemos exactamente onde vai ser a conferência, é melhor irmos um bocadinho mais cedo. Voltas e voltas à procura da Casa Nâo Sei Quê, que não é nenhuma delas – e o sítio parece uma cidade fantasma, ninguém à vista para pedir indicações. Quando finalmente nos cruzamos com alguém, afinal a Casa Nâo Sei Quê faz parte da Universidade mas não é no campus. E como entretanto já é tarde, a correr para a conferência. No fim da rua: Café Porto, Portuguese Restaurant. Oh… Podíamos ter vindo jantar antes aqui, se calhar até havia leite creme! McCatherine colada à montra e ao menu qual pega-monstro, a salivar por um prato de sardinhas assadas às 9 da manhã. E a correr para a conferência.

Manhã inteira de palestras. Almoçar a correr, porque a reunião vai atrasada – eu nem acredito que há sardinhas a serem assadas neste preciso momento mesmo aqui ao lado, e eu estou a engolir uma sandes à pressa! Tarde inteira de palestras (tudo interessantíssimo, mas e as sardinhas… recuso-me a assumir a sopeira patriota, mas tinham sabido tãããããoooo bem!)

Cinco da tarde – a correr para o comboio – Manchester – a correr para o terminal que não se quer deixar encontrar (o que é que se passa com esta gente dos mapas, que parece incapaz de dar com um caminho?) Jantar a correr, correr para o avião – taxi – Aberdeen.

Tudo em 36 horas. Que estafa! E agora tenho uma semana inteirinha até voltar a bater o record. Não tem piada nenhuma viajar assim.

17 Abril, 2009

só coisas que m’atormentam

Posted in desabafos, McCatherine, musicalidades às 21:39 por catarinia

O meu modem, para além de ser esta coisa pouco mais que imprestável que só funciona colado à janela – e quando muito bem lhe apetece! – também pensa que está em Manchester.

Então e isso atormenta-te porquê, catarinia?

Atormenta-me! Pois claro que m’atormenta! Porque cada vez que entro na Last.fm lá estão um monte de concertos todos apetitosos a que eu queria imenso ir. Todos em Manchester! Ainda ontem era o Andrew Bird e o Antony and the Johnsons… E hoje o Morrisey. Todos como que a dizerem “Olha nós a caminho de Manchester, onde o teu modem pensa que mora. Mas nem nos aproximamos de Aberdeen. Vives no fim do mundo, tótó!”

Oh, não pode ser assim tão mau… Então e em Aberdeen não se passa nada?

Pffff! Não vamos falar sobre isso.

15 Abril, 2009

efeito emigrante (ler isto com sotaque. qualquer sotaque.)

Posted in McCatherine às 23:10 por catarinia

Hoje torci pelo Porto. Para ser mais precisa: hoje desloquei-me para torcer pelo Porto.

Sim, o Fê Cuê Pê.

1 Abril, 2009

McCatherine goes Highlander

Posted in McCatherine às 01:16 por catarinia

Ruinas do Ardvereck Castle, Loch Assynt

Ruinas do Ardvereck Castle, Loch Assynt

Na semana passada fui fazer amostragem em lota. A primeira ideia que surge quando se fala em ir para o mercado, é o frio: horas e horas num frigorífico, enfiada num fato teletubby e com dois blocos de gelo no lugar dos pés (e das mãos, das orelhas, do nariz…). Depois é o peixe e a sua fragrância pestilenta, que se entranha e nos persegue para onde quer vamos (e que acaba por incomodar muito mais quem nos rodeia – é uma boa maneira de arranjar uma cadeira e muito espaço à volta!). E por fim, é Peterhead: já aqui ao lado a pouco mais de meia hora de caminho e não particularmente interessante.

Perante isto é quase estranho que eu estivesse tão entusiasmada – mas estava!

Então e calhou-me isto tudo? Calhou sim senhores – também. Porque também me calhou uma viagem lindíssima! Mudança de planos à última hora: afinal vamos começar a semana na costa Oeste – importas-te? Importar-me, eu?! Claro que não!

Maneiras que saímos de Aberdeen na segunda-feira de manhãzinha, eu e o fishy partner, rumo a Kinlochbervie, na ponta mais a Noroeste da Escócia. Finalmente, as Highlands a sério! As inóspitas, agrestes e impressionantes terras do Norte. Uma sucessão de montes de picos nevados, completamente despidos e envoltos na bruma, serpenteados de água por todos os lados.

"Out here, every tree is a loner" (Owen Goudie)

"Out here every tree is a loner" (Owen Goudie)

Fizemos o caminho a lutar contra uma ventania medonha e debaixo de nevoeiro, chuva, granizo e a ocasional janelinha de sol. Só faltou o highlander gigante e barbudo, embrulhado em tartan e a tocar gaita de foles em cima de um monte, para o cenário estar completo e parecer saído de um filme.

Mas não, as pessoas não são as principais habitantes destas paragens – acredito que também muito devido às condições naturais, mas principalmente por razões históricas: a dada altura as pessoas foram simplesmente expulsas da terra e substituídas por ovelhas, nas chamadas Highland Clearances. Kilómetros e kilómetros sem se ver vivalma, mas ovelhas há-as por todo o lado.

Chegados finalmente a Kinlochbervie (e depois de devidamente alimentados, não me podia ter calhado melhor parceiro!) o meu primeiro contacto com uma lota escocesa, onde dois cientistas se movimentam à vontade para medir e retirar otólitos ao peixinho, e um sósia do David Attenborough (de chapéu à explorador e tudo!) faz o leilão como deve de ser – a subir. E aos berros.

Depois de um serão à conversa à volta da lareira e de uma Guinness, no dia seguinte fizémos o caminho de volta. Com menos pressa, menos vento e menos chuva, fomos parando para apreciar a paisagem. Não se vê ninguém, não se ouve nada, é uma sensação verdadeiramente impressionante. Depois de uma curva aparece Ullapool, um aglomerado de casinhas brancas e mastros de barquitos à beira do Loch Broom, pequeno reduto de civilização no meio de nenhures. E um bocadinho mais à frente, fazemos um desvio e descemos ao Corrieshalloch Gorge e às Falls of Measach, uma queda de água de 46 metros que cortou a montanha como uma faca – aqui, o barulho é ensurdecedor!

Corrieshalloch Gorge e Falls of Measach

Corrieshalloch Gorge e Falls of Measach

De volta à estrada e ao caminho para o trabalho, a próxima paragem foi mesmo Peterhead que, confirma-se, não tem grande interesse: cidadezinha pequenita e feiosa que vive à volta do porto de pesca e do mercado de peixe – ou então fomos só nós, o que também é possível. Ainda fomos um dia até Fraserburgh – aplicar aqui a mesma descrição, mas adicionar um bocadinho mais de pequenita e uma quantidade razoável de feiosa – para amostrar vieiras, mas basicamente o resto da semana foi passado no mercado entre o peixe e no escritório entre os otólitos. No entanto, duas coisas importantes a assinalar: vi um bacalhau do meu tamanho e vários com mais de um metro, o que me deixou profundamente triste – bichos deste tamanho não se deviam deixar pescar; e vi, finalmente, as focas – começava a pensar que me tinham mandado numa caça ao haggis, mas não. Elas existem mesmo!

E continuo a achar que, saindo de Aberdeen, a Escócia é um país lindíssimo.

2 Março, 2009

it was oh so quiet

Posted in ao molho, McCatherine às 00:58 por catarinia

E de repente, acordaram todas!

O raio das gaivotas (gigantes, estes bichos!) andam doidas, numa chinfrineira medonha que não se aguenta. Um desassossego. Diz que é a Primavera e o tempo a ficar melhor e assim – o que é bom! Mas poça…

You blow a fuse.

12 Fevereiro, 2009

visitas!!!

Posted in amiguinhos, McCatherine às 01:30 por catarinia

O plano está em marcha: os Amiguinhos vão, de mansinho, tomando a cidade. Hoje Aberdeen, amanhã o Mundo! Muhahahaha! (ler isto com entoação de riso maléfico)

Já faltou mais. Já já.

9 Fevereiro, 2009

finalmente, o mundo dos crescidos!

Posted in McCatherine às 20:28 por catarinia

Dia memorável este, em que assinei o meu primeiro contrato!  Não o primeiro de sempre, mas o primeiro em que serei, de facto, paga pelo meu trabalho: não é uma “bolsinha”, não é uma “ajudinha”, não é um “jeitinho” – é um ORDENADO, caneco!

Um trabalho a sério, com um Job Title, com um Job Description, com um Salary. UM SALARY!!! Yééééééé!!!

E pelos próximos 11 meses – e não 6, como estava previsto inicialmente – serei uma Civil Servant. GIS/Fisheries Data Analyst, at your service (caso o caríssimo leitor(a) se trate de um cidadão escocês, entenda-se).

Onde é que fazemos a festa? 😀

5 Fevereiro, 2009

McCatherine is back

Posted in McCatherine às 23:27 por catarinia

garfield_ice

6 Dezembro, 2008

da primeira incursão na literatura escocesa

Posted in leituras, McCatherine às 01:06 por catarinia

Por serem companhia de peso – e a mala já estar suficientemente carregada para poder provocar uma hérnia discal ao carregador mais distraído – não vieram livros na bagagem. De maneira que me tornei na mais fiel vigilante da “Book Sharing Box” na cantina do Lab, onde encontrar um livro com ar apetitoso não é tarefa fácil: confesso que os critérios de selecção têm vindo progressivamente a decair, até chegar a um resignado “pode ser este, que é a única capa que não tem a gravura de um casal apaixonado com uma ilha ou um por do sol ao fundo”. Não tenho lido nada de jeito, portanto.

Até encontrar este aqui em baixo, que o Amiguinho resolveu esconder no gabinete “para levar quando tiver tempo”:

thesopranos

«The choir from Our Lady of Perpetual Succour School for Girls is being bussed from the Port to the national singing finals in the big, big city. And it’s an important day for the Sopranos: Orla, Kylah, (Ra)Chell, Manda and Fionnula (the Cooler) – pub-crawling, shoplifting and body-piercing being the top priorities. Then it’s time to lose that competition – lose, because a nuclear sub has just anchored in the bay and, tonight, the Mantrap disco will be full of submariners on shore-leave. There is no time for delays… but after the fifth bottle of alco-pop up the back of the bus it’s clear all is not going to go to plan, for anyone. The Sopranos are never going to be the same.»

The Sopranos, Alan Warner, 1998.

Demorei um bocadinho a entrar na história – não costumo ter dificuldades com o inglês, mas ler em “escocês” é um campeonato muito mais à frente! – mas depressa passei à fase em que não consigo parar de ler. Ainda vou a pouco mais de meio (o livro é grandote) e estou verdadeiramente entusiasmada. Não tanto pela história, que basicamente está na sinopse – depois de saber de que se trata, o enredo até agora não tem sido propriamente surpreendente – mas pela forma. Elas são adolescentes, transpiram hormonas e irreverência, e fazem todas as loucuras que se espera que façam no contexto em que estão inseridas. E ainda mais algumas. E tudo isso é retratado da forma mais genuína, mais crua e sem ponta de moralismo – de tal maneira que podiam ter sido elas a escrever o livro. É isso que o torna especial.

Diálogo num pub, bem regado a Sambucas, depois de convencerem o barman a emprestar-lhes o telefone “só para clientes especiais” (o estabelecimento tinha desistido do telefone público após vários incidentes destrutivos) para a Kylah ligar para a terra a dizer que queria sair da banda (com o barman a fazer o papel de novo manager), para poderem gastar o dinheiro que os moços tinham enviado à capital destinado a comprar CDs raros e especiais:

Kylah burst out with the greeting.
Kylah! Cmon.
Oh. Poor lassie.
Ah shouldnie ah done that.
Ach. Away. That’s way it goes, lassie.
Here, here, says one in the brown jacket waving about a hankie.
Nah nah, yur okay there, warned Chell and leaned her mouth into the hair, down the side, Kylah’s face, Yur fucking up your make-up baby, she whisper-whispered.
Kylah nodded, snuffled.
It’s me usually does the crying Kylah, Chell had an arm round now.
Ah know. Ah know, Kylah wiped her snozzle on back her hand then goes, Crazy ah’ve grat an here’s you, here’s you wi your real daddy away lost an yur big sister married to yon looney and here’s me all hetupness bout bugger all, she tried to do a big smile, teeth so white cause her face was red, but she guffed out a big sob again.
Chell drew back a fraction’n hushed, Here, yur gonna set me off, she smiled, a bit.
…An Orla nearly died an ahm sat here like a big, bubbly baby.
Don’t worry Kylah, we’ll give them the money back.
Kylah’s voice came clearer, a bit louder, Y’know fine we’ll splash out the lot. She guttered a big sob again.
You could see Chell’s eyes starting to go know.
Oh, ahm sorry ah mentioned your dad, it just came into ma mind.
Ach no, it’s just. Is it the boys you are crying about?
Kylah almost shouted it out, Aye!
You’re no at fancying one are you?
Don’t really make me cry! Ah mean ah had it off wi them but, och, just to get it over wi. The way you just know fancying are building up, an they were all over me, so’s ah thought, what boys are like, suck of ma tits an they’ll go back to fancying Courtney Love or that; yon Mazzy Start girl wi no voice.
Chell went, Aye well, least they were getting it from someone wi a good voice.
Aye, this is it, Kylah nodded, Ah mean ah never (she dropped to a whisper-whisper voice), never shagged them… it’s just. An here you could see she was as to about resuming wi bursting out at the greets.
Whaaat?
It’s just as a band.
What?
They’re so fucking shite. Ahm greeting cause ah feel sorry for them cause they’re so crap.
Oh.
What are we gonna do? Ah need to do ma make-up now.
The two girls looked at each other.
Chell says, Bestest find some place wi decentish toilets, eh?
Then what; get up this Pill place; wonder where Fionnula’s got to, eh? Kylah rubbed her eyes lightly on back of her hand to check for make-up then pinched and tugged down the sleeve of her T-shirt and wi head leaned to one side, rubbed one her cheeks on it.
We go straight there?
Both girls looked each other in the face an says… same time: French Connection!

The Sopranos, Alan Warner, 1998.

Estas amigas dão toda uma nova perspectiva à expressão “meninas do coro”, e são deliciosas! E agora quem percebeu tudo à primeira, pode candidatar-se a um rabeçado.

1 Dezembro, 2008

de volta

Posted in McCatherine às 10:30 por catarinia

Foi uma experiência fantástica, mas estou felicíssima por estar de volta a uma cama que não se mexe – e se a tenho usado nestes últimos dias! A avaliação de stocks é demasiado cansativa para ser divertida, e ainda assim, conseguiu sê-lo.

Passámos por mau tempo, muito mau tempo, tempo ainda pior e esteve mais ou menos mau tempo, curiosamente, nos dois dias em que parámos (a Lei de Murphy, essa querida!). Em resposta à Dora nos comentários ali de baixo, enjoa-se pois – mas a questão que importa é “então e tu, catarinia? enjoaste?” E eu que não, não enjoei não senhores e estou muito orgulhosa desta minha pequena vitória pessoal!

De resto, ficaram-me algumas impressões, para começar nos joelhos (das negras e doridas) na tentativa – devo dizer que maioritariamente falhada – de me manter sossegada na cama e dormir qualquer coisinha. E tomar um simples duche pode ser uma experiência surreal, se o mar estiver doido e o champô estiver nos olhos.

Vi um Bacalhau vivo pela primeira vez (e não, não é nada parecido com aquele triângulo amarelo que aparece nos supermercados). Distinguir um Norway Pout de um Poor Cod é um acto de fé – não se deixem enganar pelas fotografias no FishBase, os bichos são iguais! Especialmente quando vêm ao milhares. E encontrar os ínfimos otólitos de uma Cavala é um acto de sorte – “mas aqui, onde?! não está cá nada, caneco!” digo eu depois de transformar o cérebro do bicho em picadinho.

Belfast foi o porto; as lojas do centro da cidade para repor o stock de gulodices para a segunda metade da viagem; meia dúzia de pubs (e o correspondente número de pints várias, que marinheiro que se preze não anda a passear para se enriquecer culturalmente) e depois de descoberto o favorito – cujo requisito foi apresentar um menu considerável de cocktails para as ladies, excepcionalmente em maioria – margaritas de todos os sabores.

As principais fontes de entretenimento a bordo foram uma quantidade impressionante de musicais, uma quantidade ainda mais impressionante de discos de karaoke (sim, exercitei esta minha voz de rouxinol sem que ninguém tentasse saltar borda fora) e, para defesa de honra, a revisão de toda a terceira série do The Office – tudo cortesia de um mar enraivecido.

E pronto, mal demos por isso (mentira! já estava a contar os dias para um sono sossegadinho…) estávamos de volta, para sermos recebidos pelo primeiro grande nevão do ano já completamente derretido, e por um concerto de Ladytron bastante catita – o que, numa cidade em geral culturalmente morta, é até bastante notável.

Como disse logo ao princípio, a experiência foi fantástica e tenho todo o gosto em repetir. Mas da próxima vez têm de me pagar, tenham lá paciência!

7 Novembro, 2008

off to sea!

Posted in McCatherine às 00:58 por catarinia

FRV Scotia

FRV Scotia

A morar aqui nos próximos dias. Volto dia 28!

28 Outubro, 2008

estou obcecada com o tempo

Posted in desabafos, McCatherine às 00:23 por catarinia

O tempo é um assunto recorrente: toda a gente fala do tempo, a toda a hora, com toda a gente. E normalmente, toda a gente se queixa do tempo. Mas hoje não… Hoje ficou tudo doido!

Quatro pessoas diferentes – quatro! até um velhote na paragem do autocarro – com um ar todo contente:

– Então amanhã parece que vai nevar!

– O quê? Nevar? Já?! Mas por que raio é que estão todos tão contentes?

É como se o facto de estar toda encasacada, enluvada, encachecolada e encarapuçada, só com os olhinhos de fora e a saltitar para não enregelar, fosse o mesmo que ter um letreiro na testa:

– (Olha, esta não é de cá. Está com medo do Inverno…) Então amanhã parece que vai nevar!

Claro que tenho medo do Inverno! Pois tenho… É por isso que ainda não tirei os olhos daqui, na esperança de ver mudar o panorama. Mas não. Tem estado assim o dia todo.

Com cruzes!

27 Outubro, 2008

quando o arco-íris vem aos pares

Posted in McCatherine às 22:12 por catarinia

Loch Ness

Loch Ness

Ontem vi o arco-íris mais bonito de sempre. Um arco perfeito, a nascer numa margem e a por-se na outra, com sete cores distintas e tão vivas que quase faziam doer os olhos.

E ele trouxe um amigo!

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