17 Abril, 2009

só coisas que m’atormentam

Posted in desabafos, McCatherine, musicalidades às 21:39 por catarinia

O meu modem, para além de ser esta coisa pouco mais que imprestável que só funciona colado à janela – e quando muito bem lhe apetece! – também pensa que está em Manchester.

Então e isso atormenta-te porquê, catarinia?

Atormenta-me! Pois claro que m’atormenta! Porque cada vez que entro na Last.fm lá estão um monte de concertos todos apetitosos a que eu queria imenso ir. Todos em Manchester! Ainda ontem era o Andrew Bird e o Antony and the Johnsons… E hoje o Morrisey. Todos como que a dizerem “Olha nós a caminho de Manchester, onde o teu modem pensa que mora. Mas nem nos aproximamos de Aberdeen. Vives no fim do mundo, tótó!”

Oh, não pode ser assim tão mau… Então e em Aberdeen não se passa nada?

Pffff! Não vamos falar sobre isso.

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20 Fevereiro, 2009

ôh, balancinho bom!

Posted in musicalidades às 00:02 por catarinia

tz_eabTom Zé, Estudando a Bossa (Novembro, 2008)

A ouvir em loop, esta pequena maravilha. Bada-badi, bada-badá, biom-bom. Muito bom!

Tom Zé – O Céu Desabou

22 Fevereiro, 2008

fome. e sede. de letras.

Posted in leituras, musicalidades às 01:25 por catarinia

Boca do Inferno Kafka à Beira Mar

O Lado Selvagem A Sombra do Vento

Quatro livros. Viagens por quatro dos cantos do Mundo, sem sair do mesmo lugar. Da mesma cadeira desconfortável, do mesmo espaço gelado, da mesma exposição pouco menos que vazia – mas que me despertou a saudade de ler sem prazo e sem obrigação.

Enquanto o tempo se arrasta na espera, na incerteza, na insegurança de um futuro que teima em tardar a chegar. Quatro livros, muitas viagens. E uma música das que, estranhamente, aconchegam.

José González – Heartbeats

One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away
Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razorblade

To call for hands of above, to lean on
Wouldn’t be good enough for me, no

One night of magic rush
The start: a simple touch
One night to push and scream
And then relief
Ten days of perfect tunes
The colours red and blue
We had a promise made
We were in love

To call for hands of above, to lean on
Wouldn’t be good enough for me, no

To call for hands of above, to lean on
Wouldn’t be good enough

And you
You knew the hand of a devil
And you
Kept us awake with wolves teeth
Sharing different heartbeats
In one night

To call for hands of above, to lean on
Wouldn’t be good enough for me, no

To call for hands of above, to lean on
Wouldn’t be good enough

28 Novembro, 2007

guilty pleasures

Posted in musicalidades às 02:14 por catarinia

Sábado ao fim da tarde, eu sozinha no Lab, a apanhar uma valente constipação e a ouvir a Antena 3:

Ana Galvão: (…) e agora vamos ouvir três músicas dedicadas a um tema, e o tema é… Boys Bands.
Eu: Sim senhores, mas que tema de refinada qualidade!
Ana Galvão: Então começamos pelo ano de 1988…
Eu: medo! medo!
Ana Galvão: …e uns rapazes chamados Bros
Eu: Xiiii!!!
Ana Galvão: …um tema do álbum Push
Eu: Ah…
Ana Galvão: …não sei quantas mil semanas nos tops… When Will I Be Famous?
Eu: Mas, mas… Será possível? Eu lembro-me disto!!!

Bros - PushPois eu adoraria poder dizer que iniciei o meu culto musical com bandas de reconhecida e inquestionável qualidade… Mas não é o caso.

E a menos que as cassetes dos Queijinhos Frescos, dos Ministars e dos Onda Choc possam contar para a lista, apagando a nódoa – afinal para estes há desculpa, eram música infantil! – tenho que confessar que o meu primeiro álbum foi precisamente este: um gigantesco vinyl do Push, dos Bros. Que, 20 anos depois, não faço a mais pequena ideia de onde anda, paz à sua alma.

Depois disto, o que é de facto deprimente é só agora ter tido tempo de dar uma voltinha pela Net, a ver se os senhores ainda mexem. E não mexem, mas fiquei impressionada por descobrir que há um clube de fãs que ainda sobrevive – e acumula quantidades impressionantes de piroseira! Já não me lembrava do chapéu da moda, da calcinha debaixo do braço, das toneladas de adereços pendurados por todo o lado… do espelho na pontinha da bota! E a pose? E os olhares fatais? Havia posters destes senhores e, meu Deus!, alguns estavam no meu quarto!

E vai daí, também há vídeos no YouTube. Peço desculpa pelo levezinho odor a mofo mas, quem a seguir se apresenta, com carradas de estilo e fabulosos movimentos de dança, são nem mais nem menos que os senhores que animaram a minha pré-adolescência: os Bros e o seu fantástico When Will I Be Famous?

20 Setembro, 2007

schuinf!

Posted in musicalidades às 23:43 por catarinia

O Mestre vem ao Algarve.

A 28 de Setembro, no Cine-Teatro Louletano, Jorge Palma apresenta o novo traballho, “Voo Nocturno“.

E está esgotadíssimo!!!

(se alguma alma caridosa, por mero acaso, tiver um bilhete a mais e quiser partilhá-lo, garanto que até sou uma companhia porreirinha…)

5 Julho, 2007

ainda ecos do MED

Posted in blogosfera, musicalidades às 00:11 por catarinia

No Raízes e Antenas (uma delícia, aqui), no Crónicas da Terra (aqui, aqui, aqui, aqui e possivelmente mais se seguirão) e claro, no Blog do Festival MED.

3 Julho, 2007

MED wrap-up

Posted in musicalidades às 00:33 por catarinia

Quarto ano de Festival MED, quarto ano de romaria. E este ano, todos os dias! É engraçado assistir a este crescimento, não só no tempo, no espaço e na dimensão, mas sobretudo na qualidade. E foi mesmo muito bom!

Queria à partida ver três concertos: Sara Tavares, Tinariwen e Chambao. E se bem que não posso dizer que me desiludiram (mesmo apesar de a qualidade do som, em Chambao, não estar muito recomendável…) destes só os Tinariwen me deixaram plenamente satisfeita. Mais “a rockar” do que quando tocam cá em casa, mas também por isso, um grande, grande concerto! Bem acima das mais altas expectativas.

Mas ia eu dizer que não foram os concertos que me saltaram logo ao olho assim que vi o programa, os que mais me surpreenderam. Foram precisamente aqueles que não conhecia.

Adorei L’Ham de Foc. Tinham um conjunto de instrumentos impressionante não só pela variedade, mas sobretudo pela originalidade – muitos que nunca tinha sequer visto, outros, como o realejo, que só tinha visto em museus… – e com uma sonoridade linda, meio medieval, meio mística. E depois uma voz tão doce, tão suave… Foi um bocadinho de magia. E que pena, que pena! não ter visto o concerto todo…

Mas estava a começar o Vinicio Capossela na Matriz e a apresentação do programa prometia tanto, que lá fomos. Só que com um início tão barulhento, negro e agressivo, e uma companhia com pouca vontade de lhe dar mais que dez, quinze minutos de segundas oportunidades, voltámos para trás. Já sei que entretanto a onda mudou e acabou por ser muito bom, mas… Foi por isso que descobri os Olivetree.

Olivetree MED 2007
Olivetree no Festival MED 2007
(Foto do Blog do Festival)

E os Olivetree foram A Surpresa! Indescritível e absolutamente impressionante… tudo! A bateria, as percussões e sobretudo o didgeridoo. Como é que alguém consegue manter aquele ritmo de respiração, sempre na maior energia, sempre com o ritmo nos píncaros, durante bem mais de uma hora? E o resultado foi um palco do castelo completamente à pinha de uma massa de gente aos saltos, que não os queria deixar ir embora.

Eles dizem que são «um ‘inovador’ trio de grande energia na música de dança que mistura as influências latinas e afro-brasileiras com os sons anciãos do didgeridoo e os ritmos contemporâneos da tecnolândia para criar uma vibrante e fresca “dancemusic” caracterizada por tempos irregulares recheados de ataque e por saborosos grooves». E confirma-se: é fantástico, mesmo para quem nem é especial fã do género. Muito dançaram os meus dois pés esquerdos! E se consegui despertar a curiosidade em alguma das duas ou três pessoas que ainda me lêem, podem descobri-los passeando pelo site ou pelo myspace.

Mas apesar de a conversa já ir longa, ainda não acabou… Porque faltam os Bajofondo Tango Club. Confesso que a esta altura já esgotei o meu poder descritivo e só consigo dizer que foi brutal e que soube a pouco. Foi uma festa e queria mais. E queria ter conseguido chegar mais perto… A única coisa de que não gostei foi do banho de multidão. Não sei se por ter sido o último, mas este talvez tenha sido o concerto de que gostei mais. E assim se prova que não se entregam dois Óscares a qualquer um… Muito, muito bom.

Mas houve mais, muito mais! As ruas coloridas pelos toldos, pelas banquinhas de artesanato e pela exposição de pintura ao ar livre; o cheiro a incenso e a condimentos exóticos; as crianças todas com os penteados mais estapafúrdios, que descobrimos depois serem da responsabilidade do cabeleireiro grátis; jantar quase todos os dias ao som de caras conhecidas – finalmente ouvi os Jazz Ta Parta!; e, ainda que só por um dia, a companhia da Mamãe, que se aguentou heroicamente (quase) até ao fim!

Nanook no Festival MED 2007
Nanook no Festival MED 2007

E não podia acabar sem salientar a experiência como roadie & repórter fotográfica do Amiguinho Tércio (porque o título de Nanookette nº 1 não se ganha a brincar… eheheh!) que, já como Nanook, não se escapou de tocar o Fisherman’s Blues, pedido especial aqui da Amiguinha. Eu sei que não era propriamente um dia para versões, e que depois de todos os problemas com o som a vontade de descer do palco seria com certeza mais que muita… Mas eu gosto tanto desta! Muito obrigada! E de resto, nunca te tinha ouvido cantar originais em português e olha, gostei muito do .

Maneiras que foi assim. Este ano acabou, para o ano haverá mais. E pela amostra junta, espera-se que ainda melhor.

23 Fevereiro, 2007

hoje, há 20 anos atrás…

Posted in musicalidades, poetas e sonhadores às 00:12 por catarinia

Zeca Afonso
Imagem daqui

Águas passadas do rio
Meu sono vazio
Não vão acordar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P’ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

José Afonso, Balada do Outono

Hoje, há 20 anos atrás, morria Zeca Afonso. E hoje, há 20 anos atrás, eu com 9 anos tinha o meu primeiro encontro com a morte. Não de alguém próximo, não de alguém conhecido, mas de alguém que desde sempre teve lugar de destaque na banda sonora lá de casa.

E lembro-me de me ter emocionado na altura, sem perceber muito bem porquê. Coisa que ainda agora me acontece, de cada vez que oiço o Zeca. Como com certeza voltará a acontecer quando revir pela enésima vez o último concerto, no Coliseu, em 1983. É hoje, à 1h30, na RTP1.

Coisas que me fazem pensar que talvez tenha nascido fora do meu tempo.

15 Fevereiro, 2007

ao som de…

Posted in musicalidades às 02:02 por catarinia

Nick Drake

[odeo=http://odeo.com/audio/8800843/view]

Summer was gone and the heat died down
And Autumn reached for her golden crown
I looked behind as I heard a sigh
But this was the time of no reply.

The sun went down and the crowd went home
I was left by the roadside all alone
I turned to speak as they went by
But this was the time of no reply.

The time of no reply is calling me to stay
There is no hello and no goodbye
To leave there is no way.

The trees on the hill had nothing to say
They would keep their dreams till another day
So they stood and thought and wondered why
For this was the time of no reply.

Time goes by from year to year
And no one asks why I am standing here
But I have my answer as I look to the sky
This is the time of no reply.

The time of no reply is calling me to stay
There’s no hello and no goodbye
To leave there is no way.

Nick Drake, Time Of No Reply

26 Novembro, 2006

ao som de…

Posted in musicalidades às 20:03 por catarinia

Joanna Newsom - Ys
Joanna Newsom – Ys

[odeo=http://odeo.com/audio/3175293/view ]

O que esperais? Ide e deliciai-vos!

3 Setembro, 2006

sons que aquecem o coração

Posted in musicalidades às 10:12 por catarinia

Há uns anos atrás (mais ou menos quando aquilo apareceu) criei uma rádio no Cotonete. Muito útil na altura, servia basicamente para ouvir uma musiquinha catita quando estivesse a trabalhar num computador que não fosse o meu e/ou longe de qualquer sonoridade minimamente decente. Depois lá me fui progressivamente esquecendo que aquilo existia…

…até ontem. Os senhores enviaram-me um mail a dizer que há que séculos que ninguém lhe mexia, e em resumo, «ou vens cá ouvir isto, ou a gente dá-lhe sumiço». E eu fui. Mais por curiosidade sobre as minhas escolhas daquela altura do que propriamente por querer mantê-la, ontem enquanto estive ao computador, estive a ouvir a minha velhinha e abandonada rádio.

E, de repente, lá estava ela! Assim, sem eu estar à espera. Directamente das profundezas do baú da memória, a lembrar-me porque a adoro. E adormeci com ela no ouvido, foi a banda sonora dos meus sonhos e a música que me fez despertar, ainda antes de abrir os olhos. A lembrar-me porque a adoro.

[odeo=http://odeo.com/audio/9474953/view]

4 Agosto, 2006

ao som de…

Posted in musicalidades às 20:02 por catarinia

Ali Farka Touré - Savane
Ali Farka Touré – Savane

Tenho a sensação de que, por muitos anos que viva, nunca vou conseguir ouvir e conhecer toda a música que gostaria. Aliás, não é uma sensação, é um facto e pronto.

A semana passada andei horas perdida na Fnac, a maior parte do tempo entre discos. A certa altura bati os olhos naquele ali de cima. Estava em escuta, e eu ouvi. A princípio aos bocadinhos, mas depois decidi que tinha de ouvir tudo. Depois decidi que tinha que poder ouvi-lo sempre que me apetecesse. E tem-me apetecido bastante… Porque é lindo! MA-RA-VI-LHO-SO!

Assim que tive tempo, fui pesquisar acerca deste senhor. Descobri, por exemplo, que Ali Farka Touré nasceu e viveu no Mali, que é considerado um dos maiores músicos africanos dos últimos tempos, e que morreu no passado dia 7 de Março. E descobri também o resto da sua discografia.

Eu sou pouco dada a classificações, rótulos e etiquetas. Dizem os entendidos que é uma fusão entre os ritmos tradicionais do Mali, de influência árabe, e o soul americano dos grandes mestres. Pode até ser. Mas para mim há essencialmente dois tipos de música: a que gosto e a que não gosto. E desta gosto muito!

O que é que eu tenho andado a ouvir, para só descobrir este senhor agora?

4 Julho, 2006

agora estaria aqui…

Posted in musicalidades às 22:04 por catarinia

…se os bilhetes não fossem estupidamente caros!
65€ o mais baratinho?! Mas está tudo doido?

30 Junho, 2006

my kind of thing

Posted in musicalidades às 18:47 por catarinia

Ora bem, toca lá a animar as hostes, que diz que aqui o berloque tem andado assim a dar para o depressivo.

Festival Med

Qual SBSR, qual RIR, qual SW, qual milhares de festivais lá para o Norte! Se bem que lá para cima, parece que há uns cartazes catitas… Mas este é que é o meu tipo de festival!

Vou a caminho. E a seguir só não vou a Sines se não puder ou não tiver companhia. Ou dinheiro, também é uma possibilidade…

Mas adiante. Para saber tudo de todas as imensas actividades, é ir ao site ou descarregar o desdobrável aqui. O bilhete diário custa 7€, e para abrir o apetite, deixo o programa das festas de hoje:

  • 20:30h – Yin & Yang no Palco da Bica (Amiguinho Tércio em grande, a abrir o festival todos os dias!)
  • 21:00h – Al-Mouraria no Palco do Castelo
  • 21:30h – Souad Massi no Palco da Cerca (Prémio BBC World Music Awards 2005)
  • 22:30h – Al Driça no Palco da Bica
  • 23:00h – António Molina-Choro no Palco do Castelo
  • 23:30h – Amparanoia no Palco da Cerca (Prémio BBC World Music Awards 2005)
  • 01:30h – DJ Raquel Bulha no Palco do Castelo

Mas há mais! É ver o programa completo…

4 Junho, 2006

eu fui!

Posted in musicalidades, rambóia às 23:41 por catarinia

Malaguetas. Vermelhas e picantes. Das grandes!

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