Então antes de mais, uma palavrinha para os comentários que fui deixando sem resposta - que ainda são alguns, dado o estado de ostracismo aqui do berloque! - para dizer que pelo facto de não ter respondido, não quer dizer que não tenha lido e apreciado, OK? E os atrasadíssimos obrigados por todas as felicitações!
E posto isto, passemos ao desafio: o “alter-ego crafty” da Amiguinha Cientista desafiou-me a partilhar 6 factos inúteis acerca da minha pessoa. O que, convenhamos, é coisa difícil. Não que não haja factos inúteis no meu quotidiano - que os há, com toda a certeza! - o difícil é eles ocorrerem-me. E depois ainda há a questão de avaliar sobre a sua utilidade/inutilidade.
Por exemplo, nunca é demais relembrar que não vale a pena convidar-me para um petisco de couves de bruxelas (odeio! até o cheiro me enjoa). Muito menos se o bichinho lá de casa for uma cobra - ao mais pequeno vislumbre da criatura, eu eclipso-me. E vão dois factos perfeitamente inúteis - e no entanto de extrema importância para mim.
E falando em cheiros, acontece que tenho uma relação estreita com o olfacto - deve ser porque sou (ligeiramente! muito ligeiramente… e mesmo assim é só um boato) dura de ouvido. Farto-me de viajar à boleia de cheiros: a maresia, a terra molhada, a canela, baunilha, café, especiarias… Anos e anos de viagens, ao passado, ao futuro, a lugares distantes. E vão três.
Sou fã incondicional do Calvin & Hobbes. Foi por eles que ganhei o hábito de começar a ler o jornal pela última página. E vão quatro.
Presto imensa atenção à legendagem, que é o mesmo que dizer que vejo tudo com um ouvido no burro e um olho no cigano. Vê-se com cada disparate que é de bradar aos céus, às vezes gostava de ter paciência de apontar tudo e mandar uma errata ao tradutor. A coisa mais parva de que me lembro foi numa mesa rodeada de gente toda empiriquitada, um senhor levantar-se de copo em riste e dizer solenemente: “Vamos fazer uma tosta”. Enfim… E vão cinco.
Por outro lado (contradição!!!) eu digo treuze. É horrível, eu sei… E de cada vez que oiço um treuze sair-me disparado da boca, vejo a Dona Maria de Lourdes, professora primária, a pegar na régua e a dizer: “Vá, estica a mão. Tem de ser, vá”. E tem mesmo. Diga-se, em minha defesa, que procuro com bastante afinco controlar-me. E que sei que se diz treze!
E pronto, agora tenho que falar nas regras do desafio. A saber:
- Coloca um link para a pessoa que te desafiou
- Coloca as regras do desafio no teu blog
- Partilha seis factos sem importância/insignificantes/inúteis sobre a tua pessoa
- Desafia seis outras pessoas
- Avisa-as que as desafiaste deixando um comentário no blog de cada uma
E cumpridas as regras 1, 2 e 3, vejo-me forçada a quebrar as 4 e 5… Eu sei lá quem hei-de desafiar! Por isso mesmo deixo o desafio no ar, para quem o quiser apanhar. Considerai-vos todos desafiados, caríssimos meia dúzia de leitores que ainda por aqui passam. E se alguém o apanhar mesmo, que diga qualquer coisa aqui nos comentários, sim?
Ora então estamos combinados.